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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Desinformação e exibição de corpos marcam cobertura da morte de Marília

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Mauricio Stycer

Jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 29 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na "Folha de S.Paulo". Começou a carreira no "Jornal do Brasil", em 1986, passou pelo "Estadão", ficou dez anos na "Folha" (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o "Lance!" e a "Época", foi redator-chefe da "CartaCapital", diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros "Adeus, Controle Remoto" (editora Arquipélago, 2016), "História do Lance! ? Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo? (Alameda, 2009) e "O Dia em que Me Tornei Botafoguense" (Panda Books, 2011). Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Colunista do UOL

05/11/2021 19h03Atualizada em 07/11/2021 11h22

A morte da cantora Marília Mendonça desencadeou uma gigantesca cobertura na TV aberta e nos canais de notícias da TV por assinatura. Como costuma ocorrer em situações trágicas e imprevistas, os momentos iniciais foram marcados por muita desinformação e exageros.

Com base em informações fornecidas pela assessoria de imprensa da cantora, por volta das 16h30 desta sexta-feira (05), vários veículos chegaram a noticiar que todos os passageiros do avião estavam bem e haviam seguido para um hospital para realizar exames. Como se soube uma hora depois, todas as cinco pessoas que estavam dentro da aeronave morreram.


Diante da ansiedade geral por notícias, essa informação errada se propagou em velocidade, causando enorme confusão. A notícia foi divulgada em quase todas as emissoras de TV e em sites de jornais.

Assim que se soube que o avião acidentado conduzia Marília Mendonça, as principais emissoras de TV começaram a transmitir imagens captadas por celular do local, em Minas Gerais. Apenas a Globo conseguiu deslocar um repórter, Herisder Matias, para o ponto exato em que ocorreu a queda, o que deu à emissora enorme vantagem na cobertura.

Por volta das 17h30, Matias desmentiu a fake news de que todos os passageiros haviam sido resgatados. O vídeo-repórter, que atua em Caratinga, testemunhou a retirada, em sequência, de três corpos de dentro do avião. O terceiro foi, justamente, o da cantora. A confirmação de que as cinco pessoas a bordo morreram, pelo Corpo de Bombeiros, ocorreu de forma quase simultânea.

A transmissão ao vivo, com câmeras ou celulares direcionados ao local da queda do avião, acabou levando à exibição de corpos na televisão, tornando a tragédia ainda mais pesada e sofrida.

Enquanto Globo, Record e Band entravam ao vivo, o SBT, como de hábito, permanecia com a sua programação normal (novelas). A cobertura foi intensa também na GloboNews, CNN Brasil, BandNews, Record News e JP News.