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Pesquisa: copo meio cheio, meio vazio. Era pior. Bolsonaro lidera para 22

Presidente saúda admiradores às portas do Palácio da Alvorada - Gabriela Biló/Estadão Conteúdo
Presidente saúda admiradores às portas do Palácio da Alvorada Imagem: Gabriela Biló/Estadão Conteúdo
Reinaldo Azevedo

Reinaldo Azevedo

Reinaldo Azevedo, que publicou aqui o primeiro post no dia 24 de junho de 2006, é colunista da Folha e âncora do programa “O É da Coisa”, na BandNews FM. No UOL, Reinaldo trata principalmente de política; envereda, quando necessário — e frequentemente é necessário —, pela economia e por temas que dizem respeito à cultura e aos costumes. É uma das páginas pessoais mais longevas do país: vai completar 13 anos no dia 24 de junho.

Colunista do UOL

22/01/2020 17h32

Pesquisa CNT/MDA sobre a avaliação do governo, realizada entre 15 e 18 de janeiro, aponta um aumento da popularidade do governo e um crescimento na avaliação pessoal do presidente Jair Bolsonaro. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos para mais ou para menos. Pode-se dizer que o copo ainda está meio cheio e meio vazio. Mas é fato que já esteve mais vazio.

Em comparação com agosto do ano passado, os que acham o governo ótimo ou bom passaram de 29,4% para 34,5% — em fevereiro do ano passado, eram 38,9%. Consideram o governo ruim ou péssimo 31%, com queda substancial em relação a agosto: 39,5%. Dizem que o governo é regular 32,1% — eram 29%.

O desempenho pessoal do presidente também teve uma melhora segundo os entrevistados e praticamente divide a população ao meio: cresceu de 41% para 47,8%. A reprovação também caiu: de 53,7% para 47%.

Informa o levantamento: "Houve aumento da aprovação em todos os estratos socioeconômicos (sexo, idade, renda, escolaridade, região, porte do município e região). A melhoria do desempenho da economia é muito desejada pela população e saúde é o maior desafio".

A área mais bem avaliada é o combate à corrupção, mencionada por 30,1% dos entrevistados. Em seguida, vêm a economia (22,1%) e segurança pública (22%).

Em agosto, apenas 10% apontavam a economia como a área com melhor desempenho. O salto é considerável. Os fatos ajudam a entender a avaliação. Desde julho, foram liberados R$ 42 bilhões em saques do FGTS. Outros R$ 2,5 bilhões foram destinados ao 13º do Bolsa Família.

Os entrevistados estão mais otimistas: para 43,2%, o empreso mais melhorar nos próximos seis meses. Só 18,9% veem uma piora.

INTENÇÃO DE VOTO
A pesquisa também apurou a intenção espontânea de voto caso a eleição fosse hoje. Embora o levantamento seja precoce, o fato é que Bolsonaro lidera com ampla vantagem: 29,1%. Em segundo lugar, está o ex-presidente Lula (PT), com 17%, seguido por Ciro Gomes (PDT), com 3,5%, Sergio Moro (sem partido), com 2,4% e Fernando Haddad, do PT, com 2,3%.

Se os números estiverem certos, pode-se afirmar, sem medo de errar, que medidas pontuais de incentivo à economia provocaram uma melhora substancial na avaliação do presidente e do governo. O desafio agora é tornar a coisa sustentável.

Reinaldo Azevedo