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Quando o MP denunciar Flávio por três crimes, o que perguntará Bolsonaro?

Flávio Bolsonaro: e quando chegar a vez dele? O que dirá o presidente sobre a confiança no Ministério Público  - 01.out.2019 - Mateus Bonomi/Agif/Estadão Conteúdo
Flávio Bolsonaro: e quando chegar a vez dele? O que dirá o presidente sobre a confiança no Ministério Público Imagem: 01.out.2019 - Mateus Bonomi/Agif/Estadão Conteúdo
Reinaldo Azevedo

Reinaldo Azevedo

Reinaldo Azevedo, que publicou aqui o primeiro post no dia 24 de junho de 2006, é colunista da Folha e âncora do programa “O É da Coisa”, na BandNews FM. No UOL, Reinaldo trata principalmente de política; envereda, quando necessário — e frequentemente é necessário —, pela economia e por temas que dizem respeito à cultura e aos costumes. É uma das páginas pessoais mais longevas do país: vai completar 13 anos no dia 24 de junho.

Colunista do UOL

22/01/2020 07h50

O presidente Jair Bolsonaro também se manifestou sobre a denúncia apresentada pelo procurador contra o jornalista Glenn Greewald: "Quem denunciou foi a Justiça. Você não acredita na Justiça?"

Foi lembrado que não é a Justiça que denuncia, mas o MP. Então emendou: "É MP, MP".

Talvez ainda neste ano ele próprio seja convidado a responder a uma indagação do gênero, quando o senador Flávio Bolsonaro, seu filho, for denunciado por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Tanto quanto faltam indícios de que Greenwald tenha participado do hackeamento, sobram evidências de que coisa muito feia aconteceu no gabinete de Flávio quando deputado estadual.

A chance de a denúncia contra Glenn prosperar se aproxima de zero. A chance de Flávio se enrolar é igual a cem. A menos que o Ministério Público do Rio escolha a desmoralização.

Em tom irônico, ao entrar no Alvorada, Bolsonaro quis saber se Glenn está no país: "Não devia nem estar. Onde está esse cara? Ele está no Brasil?"

Há dias, chamou a jornalista Thaís Oyama, autora do livro "Tormenta", de "essa japonesa que eu não sei o que faz no Brasil". Ah, sim: Thaís é brasileira.

Não dá para saber se Bolsonaro gostaria de ver o país livre de americanos e brasileiros com ascendência asiática. Uma coisa é certa: por ele, não restaria por aqui um só jornalista.

Reinaldo Azevedo