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Heleno critica imprensa: melhor ver suricato e leão atacando veadinho

Reinaldo Azevedo

Reinaldo Azevedo

Reinaldo Azevedo, que publicou aqui o primeiro post no dia 24 de junho de 2006, é colunista da Folha e âncora do programa “O É da Coisa”, na BandNews FM. No UOL, Reinaldo trata principalmente de política; envereda, quando necessário — e frequentemente é necessário —, pela economia e por temas que dizem respeito à cultura e aos costumes. É uma das páginas pessoais mais longevas do país: vai completar 13 anos no dia 24 de junho.

Colunista do UOL

21/05/2020 15h45

O ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), general da reserva Augusto Heleno, descartou a possibilidade de golpe, intervenção militar ou da instalação de uma ditadura no Brasil.

"Os militares não vão dar golpe. Isso não passa na cabeça dessa nossa geração, que foi formada por aquela geração que viveu todos aqueles fatos, como estar contra o governo, fazer uma contrarrevolução em 1964", afirmou.

O general Augusto Heleno, ministro-chefe do GSI, antes de evento no Palácio do Planalto em março - Adriano Machado - 4.mar.2020/Reuters

As observações foram feitas durante live para o grupo Personalidades em Foco por pouco mais de uma hora e 20 minutos nesta quarta (20).

Para ele, "não passa [pela cabeça] ditadura, intervenções, isso são provocações feitas por alguns indivíduos que não têm coragem de dizer quais são suas ideologias, que ficam provocando os militares para ver se nós vamos reagir".

O general, conselheiro de campanha de Jair Bolsonaro e um dos três com assento no Palácio do Planalto, disse que deve isso aos "nossos instrutores, vacinados por toda aquela trajetória de militares se intrometendo de uma forma pouco aconselhável, mas muitas vezes necessária, na política". (...)

Havia pouco mais de 200 pessoas na audiência com Heleno, a maioria composta por pessoas ligadas à Marinha, inclusive o comandante Ilques Barbosa Júnior. O grupo foi criado no mês passado por integrantes e ex-membros da Força para buscar combater a polarização no país.

Havia também políticos, como a ex-senadora Ana Amélia (Progressistas-RS) e o deputado Luiz Phillipe de Orleáns e Bragança (PSL-SP).(...)

Heleno criticou a cobertura dos 500 dias do governo, que, segundo o general, não citou supostos feitos de Bolsonaro. "[A mídia] só procura as coisas para falar mal do governo. Isso é lamentável, porque é contra a nossa visão de democracia e liberdade de imprensa. (...)"

Um entrevistador, o consultor Gustavo Heck lembrou que o presidente Getúlio Vargas estimulava o jornal Última Hora para se defender e perguntou se o governo não faria o mesmo. "Temos um instrumento que são as redes sociais", disse Heleno, queixando-se especificamente da TV.

"A gente mexe pra lá, mexe pra cá, zapeia, e acaba vendo Animal Planet. Chega a um ponto em que não dá, melhor ver suricato e leão atacando veadinho da floresta", disse.(...)

Leia íntegra na Folha.

Reinaldo Azevedo