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Weintraub chorando na chuva? Será? Que vá! Lembrem-se: sempre pode piorar

Weintraub em maio do ano passado resolve "cantar na chuva", protegendo-se de supostas fakenews: "clown" amador - Reprodução/Twitter
Weintraub em maio do ano passado resolve "cantar na chuva", protegendo-se de supostas fakenews: "clown" amador Imagem: Reprodução/Twitter
Reinaldo Azevedo

Reinaldo Azevedo

Reinaldo Azevedo, que publicou aqui o primeiro post no dia 24 de junho de 2006, é colunista da Folha e âncora do programa “O É da Coisa”, na BandNews FM. No UOL, Reinaldo trata principalmente de política; envereda, quando necessário — e frequentemente é necessário —, pela economia e por temas que dizem respeito à cultura e aos costumes. É uma das páginas pessoais mais longevas do país: vai completar 13 anos no dia 24 de junho.

Colunista do UOL

22/05/2020 09h13

Consta que o inacreditável Abraham Weintraub estaria com os dias contados. É ver para crer. Ele estaria resistindo ao loteamento do governo com o Centrão, promovido por Bolsonaro, o que já atingiu a sua pasta. Pensem no circo de horrores: sai alguém da confiança do ministro, e entra um preposto de Valdemar Costa Neto.

Os militares nunca gostaram muito do seu estilo destrambelhado. Até o presidente teria manifestado descontentamento com os seus excessos, no que, para ser franco, não creio. Um Bolsonaro censurando exageros num discurso fascistoide? Por quê?

De resto, o problema não está só em quem sai, mas também em quem entra. A chance de piorar é grande. O ministro da Educação, aliás, é um exemplo. Quando se imaginava que aquele tal Vélez Rodriguez era o limite da indigência intelectual, veio Weintraub!

O Ministério da Justiça é um caso raro em que o substituto é melhor, em tese ao menos, do que o demitido. É difícil André Mendonça ser pior do que Sergio Moro. Que fique claro: isso não é uma aposta. Afinal, no discurso de posse, Mendonça chamou o chefe de "profeta"...

Bolsonaro precisa desesperadamente do Centrão. Se Weintraub criar dificuldades, pode cair, sim. Mas é bom notar que ele pertence à tropa de choque que promove a tal "guerra cultural" em que se ancora o bolsonarismo. Será que Bolsonaro o deixaria chorando na chuva?

Reinaldo Azevedo