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Mas, afinal, por que o Facebook extinguiu as contas de bolsonaristas? Vejam

Exemplos de conteúdos que foram banidos. Vejam que capacho mas edificante para manter à porta de casa - Reprodução/Facebook
Exemplos de conteúdos que foram banidos. Vejam que capacho mas edificante para manter à porta de casa Imagem: Reprodução/Facebook
Reinaldo Azevedo

Reinaldo Azevedo

Reinaldo Azevedo, que publicou aqui o primeiro post no dia 24 de junho de 2006, é colunista da Folha e âncora do programa “O É da Coisa”, na BandNews FM. No UOL, Reinaldo trata principalmente de política; envereda, quando necessário — e frequentemente é necessário —, pela economia e por temas que dizem respeito à cultura e aos costumes. É uma das páginas pessoais mais longevas do país: vai completar 13 anos no dia 24 de junho.

Colunista do UOL

09/07/2020 08h24

Mas, afinal, por que o Facebook extinguiu as contas bolsonaristas, estes grandes moralistas das redes sociais e autoproclamados defensores da liberdade de expressão?

Vamos deixar que a própria rede fale. Vejam que edificante é a coisa, relatada num texto de caráter relatorial, técnico:

CONTAS FALSAS
"Identificamos vários grupos com atividade conectada que utilizavam uma combinação de contas duplicadas e contas falsas -- algumas das quais tinham sido detectadas e removidas por nossos sistemas automatizados -- para evitar a aplicação de nossas políticas."

PESSOAS FICTÍCIAS, VEÍCULOS FICTÍCIOS, DISCURSO DE ÓDIO
"A atividade incluiu a criação de pessoas fictícias fingindo ser repórteres, publicação de conteúdo e gerenciamento de Páginas fingindo ser veículos de notícias. Os conteúdos publicados eram sobre notícias e eventos locais, incluindo política e eleições, memes políticos, críticas à oposição política, organizações de mídia e jornalistas, e mais recentemente sobre a pandemia do coronavírus. Alguns conteúdos publicados por essa rede já tinham sido removidos por violação de nossos Padrões da Comunidade, incluindo por discurso de ódio."

A ORIGEM
Identificamos essa atividade como parte de nossas investigações sobre comportamento inautêntico coordenado no Brasil a partir de notícias na imprensa e referências durante audiência no Congresso brasileiro. Ainda que as pessoas por trás dessa atividade tentassem ocultar suas identidades e coordenação, nossa investigação encontrou ligações a pessoas associadas ao Partido Social Liberal (PSL) e a alguns dos funcionários nos gabinetes de Anderson Moraes, Alana Passos, Eduardo Bolsonaro, Flávio Bolsonaro e Jair Bolsonaro.

RETOMO
O Facebook também agiu em outros países. Mas só no Brasil a identificação manda o problema para o palácio do governo.

O bolsonarismo, com efeito, está percorrendo caminhos inéditos.

Reinaldo Azevedo