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Reinaldo Azevedo

País registra 107 assassinatos políticos em 2020, maior número desde 1979

Reinaldo Azevedo

Reinaldo Azevedo, que publicou aqui o primeiro post no dia 24 de junho de 2006, é colunista da Folha e âncora do programa "O É da Coisa", na BandNews FM. No UOL, Reinaldo trata principalmente de política; envereda, quando necessário - e frequentemente é necessário -, pela economia e por temas que dizem respeito à cultura e aos costumes. É uma das páginas pessoais mais longevas do país: vai completar 13 anos no dia 24 de junho.

Colunista do UOL

26/11/2020 16h06

Uma semana depois de dizer que crime político não é problema do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Roberto Barroso, presidente da Corte, mandou a equipe de técnicos do TSE levantar casos de violência nas disputas municipais. Por decisão dele, a Assessoria Especial de Segurança e Inteligência divulgou um relatório parcial apontando 99 casos de homicídio ou tentativas de assassinato de pré-candidatos e candidatos neste ano. Não foi desta vez, no entanto, que o tribunal apresentou dados específicos e concretos sobre os assassinatos nas disputas pelo poder.

A gestão de Barroso na presidência do TSE coincide com o período mais violento na política dos últimos 40 anos de democracia. Monitoramento do Estadão mostra que o País registrou, em 2020, o maior número de mortes por motivações políticas desde a Lei de Anistia e o início da redemocratização, em 1979. De janeiro último para cá, foram 107 assassinatos. Das vítimas, 33 eram pré-candidatos e candidatos a prefeito e a vereador. (...) Leia íntegra no Estadão.