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Pronto, o Partido Comunista Chinês acertou o chefe do GSI no Brasil

O presidente Jair Bolsonaro e o presidente da China, Xi Jinping - Noel Celis/AFP
O presidente Jair Bolsonaro e o presidente da China, Xi Jinping Imagem: Noel Celis/AFP
Tales Faria

Tales Faria largou o curso de física para se formar em jornalismo pela UFRJ em 1983. Foi vice-presidente, publisher, editor, colunista e repórter de alguns dos mais importantes veículos de comunicação do país. Desde 1991 cobre os bastidores do poder em Brasília. É coautor do livro vencedor do Prêmio Jabuti 1993 na categoria Reportagem, ?Todos os Sócios do Presidente?, sobre o processo de impeachment de Fernando Collor de Mello. Participou, na Folha de S.Paulo, da equipe que em 1986 revelou o Buraco de Serra do Cachimbo, planejado pela ditadura militar para testes nucleares.

Colunista do UOL

18/03/2020 12h34

Não. Nem o presidente Jair Bolsonaro, que tem declarado a existência de "interesses econômicos" por trás "dos exageros" em torno da pandemia do coronavírus, pode continuar acreditando nisso.

Lembra que escrevi que o presidente e os bolsonaristas acreditam num grande plano do Partido Comunista Chinês para se aproveitar de pandemias a fim de recuperar sua própria economia?

Pois é. Agora não acredito que ele continuará insistindo na tese.

Afinal, se isto for verdade, é o caso de romper relações com a China. No mínimo.

Dane-se que seja ora o nosso primeiro, ora o segundo parceiro comercial!

Se estão provocando doenças que ameaçam o chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República do Brasil, Augusto Heleno, então não dá para ficarmos parados.

O general Augusto Heleno é o ministro com maior proximidade física e emocional do presidente Jair Bolsonaro. Um idoso de 72 anos. Embora saudável e forte, é um idoso.

Não dá para aceitar uma agressão dessas.

E, se a doença arranjada pelo Partido Comunista Chinês pegou no general, isto é uma ameaça à integridade do nosso presidente da República. Um absurdo!

Ou o Palácio do Planalto toma uma atitude contra um inimigo tão ardiloso, ou, então, o presidente parou de acreditar na teoria conspiratória que responsabiliza o governo chinês pela peste.

Cá pra nós, prefiro acreditar nessa hipótese: abalado com a doença do general amigo, Bolsonaro caiu em si, deixou de lado teorias conspiratórias e vai cuidar do país, que é para isso que ele foi eleito.

Amém.