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Tales Faria

Ministério foi informado em 2019 do risco de incêndio no Hospital

Ofício ao Ministério da Saúde informando risco de incêndio - Reprodução
Ofício ao Ministério da Saúde informando risco de incêndio Imagem: Reprodução
Tales Faria

Tales Faria largou o curso de física para se formar em jornalismo pela UFRJ em 1983. Foi vice-presidente, publisher, editor, colunista e repórter de alguns dos mais importantes veículos de comunicação do país. Desde 1991 cobre os bastidores do poder em Brasília. É coautor do livro vencedor do Prêmio Jabuti 1993 na categoria Reportagem, ?Todos os Sócios do Presidente?, sobre o processo de impeachment de Fernando Collor de Mello. Participou, na Folha de S.Paulo, da equipe que em 1986 revelou o Buraco de Serra do Cachimbo, planejado pela ditadura militar para testes nucleares.

Chefe da Sucursal de Brasília do UOL

27/10/2020 13h15

Pelo menos desde agosto do ano passado o Ministério da Saúde estava informado oficialmente do risco iminente de incêndio no Hospital Geral de Bonsucesso.

O ofício com o alerta, datado de 26 de agosto de 2019, foi enviado à Superintendência do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro, e à Secretaria de Atenção Especializada à Saúde.

O documento, ao qual o UOL teve acesso, foi assinado pela então recém-empossada diretora, Cristiane Rose Jourdan Gomes, em que ela afirma ter tomado "conhecimento de problema grave no sistema elétrico" e pede "providências com a maior urgência possível que o caso requer".

Cristiane Gomes agora é diretora da Anvisa. No documento enviado, ela enumerou os problemas mais urgentes:

  1. completa ausência de um sistema de proteção e combate a incêndios;
  2. superaquecimento no transformador principal;
  3. relé de proteção de temperatura desligado com risco de explosão.

Segundo o documento, pelo menos dois outros ofícios informando problemas no sistema elétrico já haviam sido enviados antes.

Funcionários do hospital afirmaram reservadamente ao UOL que os problemas não foram solucionados.

O UOL procurou a Assessoria de Imprensa do Ministério da Saúde para saber que providências foram tomadas desde o ofício. Até a publicação deste post não havia resposta.

Também foi procurada a autora do documento, que não quis se pronunciar.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL