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Tales Faria

REPORTAGEM

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Pesquisa da terceira via: Doria não cresce mais e Tebet é melhor candidata

Montagem de fotos do ex-governador de São Paulo João Doria (PSDB) e da senadora Simone Tebet (MDB), pré-candidatos à Presidência  - Divulgação/Governo de São Paulo e Reprodução
Montagem de fotos do ex-governador de São Paulo João Doria (PSDB) e da senadora Simone Tebet (MDB), pré-candidatos à Presidência Imagem: Divulgação/Governo de São Paulo e Reprodução
Tales Faria

Tales Faria largou o curso de física para se formar em jornalismo pela UFRJ em 1983. Foi vice-presidente, publisher, editor, colunista e repórter de alguns dos mais importantes veículos de comunicação do país. Desde 1991 cobre os bastidores do poder em Brasília. É coautor do livro vencedor do Prêmio Jabuti 1993 na categoria Reportagem, ?Todos os Sócios do Presidente?, sobre o processo de impeachment de Fernando Collor de Mello. Participou, na Folha de S.Paulo, da equipe que em 1986 revelou o Buraco de Serra do Cachimbo, planejado pela ditadura militar para testes nucleares.

Colunista do UOL

18/05/2022 19h37Atualizada em 18/05/2022 20h37

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Foram apresentados nesta quarta-feira (18) aos presidentes dos três partidos da autoproclamada terceira via (MDB, PSDB e Cidadania) os resultados da pesquisa sobre qual o melhor nome para representar o grupo nas eleições presidenciais de outubro.

Segundo a coluna apurou, os números mais importantes apresentados pelos especialistas do Instituto Guimarães apontam que praticamente não há mais margem para crescimento da candidatura do ex-governador de São Paulo, João Doria (PSDB), diferentemente do que ocorre com a senadora emedebista Simone Tebet (MS).

A pesquisa não está registrada e, por isso, os catálogos com os resultados do levantamento não foram entregues aos presidentes Baleia Rossi (MDB), Bruno Araújo (PSDB) e Roberto Freire (Cidadania) e nem aos líderes dos três partidos presentes.

A coluna apurou que, pelo levantamento, Doria é conhecido por 60% dos eleitores e sofre a rejeição de 58% dos entrevistados, que afirmam que não votariam nele de jeito nenhum, Já Simone Tebet mostrou-se conhecida de apenas 20% dos entrevistados e com uma taxa de rejeição bem menor, 24%.

A ideia foi discutir esses e outros números, assim como as análises dos especialistas para que os presidentes dos partidos chegassem a um consenso. Bruno, Freire e Baleia não revelaram publicamente qual o consenso, porque disseram que querem antes ouvir seus partidos, provavelmente na semana que vem. Mas a coluna apurou que os três fecharam em torno da candidatura de Simone Tebet.

"Nós assistimos a uma apresentação. Cada partido formou seu juízo de valor e é uma decisão coletiva, de cada partido, convocar suas Executivas para ouvir a recomendação de cada um dos partidos e, a partir daí, dar o passo seguinte, que é apontar um candidato que reúna essa esperança de quebrar essa polarização", afirmou Bruno Araújo à imprensa na saída do encontro. O mesmo raciocínio foi repetido por Freire e Baleia Rossi.

Esses dois últimos acreditam que não terão grandes problemas com o aval de seus partidos para o resultado do encontro. Já Bruno Araújo não sabe exatamente qual será a reação do João Doria. Aos colegas ele disse acreditar que a Comissão Executiva decidirá elo apoio a Simone Tebet, mas Doria pode querer judicializar a questão.

"Nesse caso, ele ficará isolado. O que manda é a política e as convenções partidárias costumam referendar a decisão política articulada pela maioria", disse Bruno aos líderes presentes.

Publicamente, os três presidentes de partido se disseram "bastante satisfeitos" com o fato de a pesquisa ter mostrado que "mais de 50%" dos entrevistados, se tivessem opção, preferiam votar para presidente da República nem no candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, nem no presidente Jair Bolsonaro (PL). "O que mostra haver bastante espaço para o crescimento da Simone", comentou Baleia na reunião segundo alguns dos presentes revelaram à coluna.