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Thaís Oyama

Weintraub xinga STF em vídeo de reunião que Planalto não quer mostrar

Ministro da Educação, Abraham Weintraub: eu e minha língua grande - Reprodução
Ministro da Educação, Abraham Weintraub: eu e minha língua grande Imagem: Reprodução
Thaís Oyama

Thaís Oyama é comentarista política da rádio Jovem Pan. Foi repórter, editora e redatora-chefe da revista VEJA, com passagens pela sucursal de Brasília da TV Globo, pelos jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S Paulo, entre outros veículos. É autora de "Tormenta - O governo Bolsonaro: crises, intrigas e segredos" (Companhia das Letras, 2020) e de "A arte de entrevistar bem" (Contexto, 2008).

Colunista do UOL

08/05/2020 09h33

O Planalto resiste em entregar ao STF o vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril sob o argumento de que o encontro tratou de "assuntos potencialmente sensíveis e reservados de Estado, inclusive de relações exteriores". A Advocacia Geral da União, que representa o presidente da República no inquérito aberto a partir das acusações do ex-ministro Sergio Moro, pede para ser autorizada a entregar apenas parte do registro da reunião.

Já se sabe que o vídeo - além de trazer a suposta ameaça do presidente de demitir Sergio Moro caso ele não concordasse com a substituição do delegado Maurício Valeixo- mostra uma reunião pródiga em palavrões e menções a assuntos que o governo preferiria tratar em volume baixo, como os acordos com o Centrão.

E também é sabido que a China foi citada na reunião em termos pouco elogiosos - pelo próprio Bolsonaro e logo na abertura do encontro. Mas a frase mais potencialmente danosa dita na mesa não saiu da boca do presidente, e sim do seu ministro da Educação. Abraham Weintraub afirmou que a Corte era composta por "vagabundos" (ERRATA: o texto original desta coluna dizia que o ministro Abraham Weintraub havia se referido aos ministros da Corte como "filhos da puta". A frase completa, dita pelo ministro da Educação na reunião ministerial do dia 22 de abril, foi: "Eu, por mim, botava esses vagabundos todos na cadeia, começando no STF").

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.