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Thaís Oyama


Quem explica a curtida do ministro Barroso?

Barroso, presidente do TSE, curtiu tuíte crítico a Bolsonaro: sem querer, querendo - Marcos Corrêa/PR
Barroso, presidente do TSE, curtiu tuíte crítico a Bolsonaro: sem querer, querendo Imagem: Marcos Corrêa/PR
Thaís Oyama

Thaís Oyama é comentarista política da rádio Jovem Pan. Foi repórter, editora e redatora-chefe da revista VEJA, com passagens pela sucursal de Brasília da TV Globo, pelos jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S Paulo, entre outros veículos. É autora de "Tormenta - O governo Bolsonaro: crises, intrigas e segredos" (Companhia das Letras, 2020) e de "A arte de entrevistar bem" (Contexto, 2008).

Colunista do UOL

29/06/2020 12h48

O ministro Luís Roberto Barroso desculpou-se no Twitter por ter curtido um post com um comentário crítico ao presidente Bolsonaro.

O post divulgava uma entrevista do deputado Kim Kataguiri, em que o parlamentar afirma: "O sonho de Bolsonaro é fechar Congresso e STF, mas ele não tem apoio popular nem das Forças Armadas para isso".

As redes bolsonaristas urraram.

Barroso se sentiu na obrigação de vir a público dizer, também por meio do Twitter, que tinha se enganado.

"Curti ontem um post sem querer. Ainda estou me adaptando a esta rede", escreveu.

O ministro do STF e presidente do Tribunal Superior Eleitoral não foi o primeiro a passar esse tipo de vergonha.

Em dezembro de 2019, o então ministro da Educação, Abraham Weintraub, compartilhou um tuíte com a hashtag #BolsonaroTraidor. O post criticava a decisão do presidente de manter o juiz de garantias no pacote anticrime, o que contrariava o desejo do então ministro da Justiça, Sérgio Moro.

Weintraub disse que havia compartilhado o comentário "sem querer".

Na era da comunicação instantânea, "curti sem querer" é a versão digital do ato falho.

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