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Afirmação de que Haddad apoia lei para igrejas casarem homossexuais é falsa

Arte/UOL
Imagem: Arte/UOL

Do UOL, em São Paulo

2018-09-28T21:24:14

28/09/2018 21h24

É falsa a afirmação de que o candidato do PT à presidência da República, Fernando Haddad, apoia a criação de uma lei para prender padres e pastores que se recusarem a realizar casamentos entre pessoas do mesmo sexo em igrejas. Não há registros de projetos de lei com este propósito nem de apoio do petista a qualquer proposta semelhante. O programa de governo do candidato não tem qualquer proposição similar.

O boato foi alimentado por uma frase falsamente atribuída ao deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) e publicada no Facebook com uma foto do parlamentar. A declaração inventada é a seguinte: "Com o apoio do candidato a presidência Fernando Haddad, vou criar a Lei Marielle Franco, essa lei obrigará Padres e Pastores a realizarem cerimônias de casamentos de homossexuais na igreja, os que recusarem serão presos (sic)".

O parlamentar jamais afirmou tal frase publicamente. Para chegar a esta conclusão, o projeto Comprova pesquisou pronunciamentos dele em plenário, publicações nas redes sociais e entrevistas. Buscas no Google pelas mesmas palavras e expressões usadas na declaração falsa também não apresentaram resultados.

Procurado pelo Comprova, o deputado afirmou que sua defesa “é pelo casamento civil -- ou seja, em nada tem a ver com igrejas! --, pela liberdade religiosa e pelo respeito à Constituição, que reconhece no artigo quinto o direito à liberdade de crença e consciência”.

A assessoria de imprensa de Fernando Haddad foi procurada, mas não deu retorno até as 20h30 desta sexta-feira (28).

A frase falsa foi postada no Facebook pela página “Esquerda Brasil 2018”, que, apesar do nome, não é de apoio a partidos desse campo político. Até as 19h desta sexta, a postagem havia sido compartilhada 22 mil vezes. O Cormprova enviou perguntou à página de onde a frase foi retirada. A mensagem foi visualizada, mas não respondida.

A peça de desinformação foi verificada pela “Gazeta Online” e por “O Povo”, além do UOL e da “NSC Comunicação”, todos integrantes do projeto Comprova.

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