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Debate UOL/Folha: Quem acertou e quem errou entre os candidatos a prefeito

Lucas Borges Teixeira

Do UOL, em São Paulo

11/11/2020 13h00Atualizada em 11/11/2020 15h42

Candidatos maquiaram números, fizeram acusações exageradas e usaram dados verdadeiros no debate promovido pelo UOL e pela Folha de S.Paulo com os quatro principais concorrentes à Prefeitura de São Paulo na manhã de hoje.

Estiveram presentes os mais bem colocados nas pesquisas: Bruno Covas (PSDB), Celso Russomanno (Republicanos), Guilherme Boulos (PSOL) e Márcio França (PSB). Veja quem acertou e quem errou:

O vereador Ricardo Nunes já está no seu oitavo ano de mandato, não responde a nenhum processo judicial, não há nenhuma denúncia que ele responda no Judiciário.
Bruno Covas (PSDB)

Verdadeiro, mas
Nunes está sendo investigado, mas não é réu. O vice na chapa de Covas não responde a um processo judicial, só que já se tornou alvo de investigação pelo Ministério Público de São Paulo sobre suspeita de superfaturamento no aluguel de creches privadas que têm convênio com a prefeitura.

O rombo orçamentário na prefeitura em 2017 era de R$ 7 bilhões.
Bruno Covas (PSDB)

Falso
De acordo com as contas do município, a gestão de Fernando Haddad (PT), anterior à de João Doria (PSDB), deixou a Prefeitura de São Paulo com um caixa de R$ 5,34 bilhões, dos quais, R$ 2,19 bilhões eram de despesas a serem quitadas em curto prazo. Isso significa que o governo tucano assumiu a cidade com R$ 3,15 bilhões de autonomia financeira.

O rombo de R$ 7 bilhões já foi citado por Doria em 2017, ainda prefeito, mas quando se referia à receita prevista pela gestão Haddad, e não ao caixa.

Só de exames são 240 mil exames que estão congestionados.
Celso Russomanno (Republicanos)

Exagerado
Até agosto, a Folha de S.Paulo apurou, com base na Lei de Acesso à Informação, que quase 457 mil pessoas aguardavam em fila de espera por uma consulta de especialidade e mais de 204 mil por exames.

A Cohab não construiu uma casa na sua gestão e na gestão de Doria.
Celso Russomanno (Republicanos)

Falso
Em julho, o governo do estado de São Paulo entregou 1.048 apartamentos em São Paulo em parceria com a prefeitura. Foram 768 unidades em São Mateus, na zona leste, e 280 no Jardim das Flores, na zona sul.

Hoje a fila de exame é 70% maior do que era [quando a chapa João Doria-Bruno Covas assumiu].
Guilherme Boulos (PSOL)

Verdadeiro
O número de pessoas que aguardam exames, consultas e cirurgias cresceu de 753 mil, no final de 2016, quando a chapa João Doria-Bruno Covas venceu a eleição, para 1,3 milhão em outubro de 2020 --aumento de 70%, como mostra este infográfico do Estadão.

Ele [Covas] inclui o Hospital Sorocabana, que ele abriu um andar e continuam sete fechados. Ele inclui aí o hospital da Brasilândia, que só está com 12% dos leitos abertos e que foi iniciado antes da gestão dele e do Doria, né?
Guilherme Boulos (PSOL)

Verdadeiro, mas
Há dez anos fechado, o Hospital Sorocabana, na zona oeste, reabriu parcialmente em agosto deste ano com 27 leitos de enfermaria e 6 de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo).

Inaugurado em maio, com mais de 12% da ocupação, diferentemente do que aponta Boulos, a construção do Hospital da Brasilândia, na zona norte, de fato foi iniciado em 2015, durante a gestão de Fernando Haddad (PT).

Fui reeleito com 93% [dos votos].
Márcio França (PSB)

Verdadeiro
França governou São Vicente de 1997 a 2005. Na reeleição, em 2000, venceu o pleito com 93% dos votos.

Eu tive 3,5 milhões de votos, 3,4 milhões votos aqui em São Paulo, mais de 1 milhão no primeiro turno.
Márcio França (PSB)

Verdadeiro
O candidato do PSB de fato derrotou João Doria (PSDB) na cidade de São Paulo no segundo turno da disputa pelo governo de estado em 2018. Na capital, ele teve ao todo quase 3,4 milhões de votos e a diferença para o tucano foi de 945.783 votos.

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