UOL Notícias Cotidiano
 

19/06/2008 - 21h07

Líquido que jorrou em casa de Jundiaí é sangue, diz polícia

Thiago Varella
Em Jundiaí (SP)
O líquido que apareceu em uma casa do Jardim Bizarro, em Jundiaí (interior paulista), é realmente sangue, como disseram os moradores quando procuraram a polícia no último domingo (dia 15). A informação foi divulgada nesta quinta-feira pela Polícia Civil, que realizou exames após recolher o líquido na casa.

  • Robson Ventura/Folha Imagem

    Casa em que, segundo a polícia, o líquido que surgiu do piso é sangue

    O delegado Marco Antônio Ferreira, do 6º DP, investiga o caso e descarta que seja algum tipo de armação feita pelos moradores, um casal de aposentados. Eles reclamam que nos últimos domingo (15) e segunda (16), por volta das 18h30, um líquido que parecia sangue começou a jorrar do piso do banheiro, da cozinha, da sala e de um dos quartos, a uma altura de 15 cm.

    "É mesmo sangue humano. Já estava arquivando o caso, pois, em uma análise preliminar, pensamos que o líquido poderia ser tinta. Mas é sangue. Não trabalho com paranormalidade nem com fraude, já que os dois moradores não tinham motivos para mentir. Agora quero descobrir quem colocou o sangue lá", afirmou Ferreira.

    O delegado afasta a hipótese de ter ocorrido um homicídio no local. "Sangue é tecido. Só sai de pessoa viva. Visitei a casa e vi que tudo estava normal. Não tem nada de errado por lá. Penso até em voltar ao local para tomar um café com os dois", brincou.

    Os aposentados não querem falar com a imprensa. Procurados pelo UOL, disseram que querem privacidade e não gostariam de ser identificados. O delegado também tentou impedir qualquer contato com o casal. "Eles estão muito assustados. Quando viram o sangue saíram correndo para avisar o padre, que os orientou a virem para a delegacia", contou. O casal se recusa a abandonar a casa.

    Ferreira mandou o material coletado ao Instituto de Criminalística de São Paulo, que deve fazer uma exame de tipagem sangüínea e comparar com o sangue do casal e da filha deles, que mora em um bairro afastado de Jundiaí.

    Jardim Bizarro
    Os moradores do bairro também estão assustados. Com medo do acontecido e também de que os imóveis da região percam valorização com a repercussão do caso, os vizinhos da casa que jorra sangue não querem se identificar.

    Uma das moradoras disse que, no domingo, um grupo de 20 senhoras se reuniu para rezar. "Somos todas muito católicas. Quando ficamos sabendo fomos até lá rezar o terço", contou. "O cheiro era insuportável. Tudo estava vermelho. Depois de rezar, começamos a ajudar na limpeza da casa."

    Outra moradora, que se identificou como Ângela, falou que não visitou a casa desde que o sangue apareceu, mas que não desconfia do casal: "Eu os conheço há anos. Moram aqui há 38 anos. Só eu, moro neste local há mais de 50. Nunca nada parecido aconteceu".

    Ângela afirma que recentemente fatos estranhos começaram a acontecer pelo bairro. "Aqui sempre foi tudo muito pacato. De uma semana pra cá, um jovem foi assassinado, outro foi jogado de um trem e, agora, sangue começou a surgir do nada. Estamos assustados."

    "Dizem que o fato da vila ter bizarro no nome atrai mau agouro", diz Ângela. "Pode até ser. Deveríamos mudar. Se bem que Bizarro é o sobrenome de uma família muito tradicional da região. Eram donos de uma loja de materiais de construção no passado. Um nome como qualquer outro."

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