UOL Notícias Cotidiano
 

24/09/2008 - 10h01

Homens divorciados se casam mais que mulheres na mesma condição

Elisa Estronioli
Do UOL Notícias
Em São Paulo
De 1997 para 2006, o número de casamentos entre homens divorciados e mulheres solteiras foi o que mais cresceu entre os registros civis. Segundo a Síntese de Indicadores Sociais do IBGE, esse tipo de casamento representava 4,4% dos matrimônios registrados em 1997 e em 2006 chegou a 6,5%. Os casamentos entre mulheres divorciadas e homens solteiros também aumentaram, mas em menor proporção: passaram de 1,9% dos casos para 3,3%.

Proporção de casamentos entre solteiros por região

  • Nordeste............................................89,7%
  • Norte..................................................89,3%
  • Sul......................................................84,6%
  • Sudeste................................................83%
  • Centro-Oeste......................................82,8%
IBGE, Síntese dos Indicadores Socias
Para Cláudio Crespo, gerente de estatísticas vitais do IBGE, há dois motivos que podem explicar esse fato: "Primeiro, há uma questão cultural: as mulheres pensam mais antes de formalizar uma nova relação do que os homens. A segunda explicação é que, em geral, as mulheres divorciadas ficam com a guarda dos filhos menores, o que já é uma responsabilidade que pesa na hora de adquirir uma outra". Segundo o estudo, a mulher divorciada fica com a guarda dos filhos em 89,2% dos casos.

Segundo o IBGE, de todas as combinações analisadas (entre solteiros, viúvos e divorciados de ambos os sexos) apenas o tipo mais comum - entre homem e mulher solteiros - diminuiu nesse intervalo, caindo de 90,1% dos casos para 85,2%.

Esses dados, segundo o estudo, corroboram as mudanças vêm acontecendo gradualmente na estrutura familiar no Brasil. Segundo o IBGE, 69,9% dos casais que se divorciam tem pelo menos um filho e o número crescente de segundos casamentos mostram, conseqüentemente, um aumento de famílias reconstituídas.

O número de casamentos, que havia decaído entre 1997 e 2002, teve esse tendência revertida até 2006. A taxa de nupicialidade legal (números de casamentos por habitantes), que estava em 6,4 por mil e decresceu para 5,7 por mil em 2002, voltou a crescer para 6,5 por mil em 2006. Segundo o IBGE, essa mudança é atribuída à renovação do código civil em 2002 e a iniciativas que facilitaram o acesso ao registro civil sob os aspectos burocrático e econômico. Além disso, "os valores estão mudando e hoje em dia é muito mais freqüente você casar só no papel", afirma Ana Lúcia Sabóia, coordenadora da pesquisa.

Divórcios
Segundo os Indicadores Sociais, 76% das separações judiciais de 2006 ocorreram por consenso. A porcentagem continua alta, mas vem decrescendo nos últimos anos: em 2002, eram 79,1% dos casos e, em 1997, 81,7%. "O número cai porque as pessoas estão optando pelo divórcio direto, sem passar pela separação judicial", afirma Crespo.

Entre as causas não-consensuais, 10,7% foram requeridas por mulheres motivadas por "conduta desonrosa" ou "grave violação dos deveres do casamento" por parte do parceiro. Pelos mesmo motivos, apenas 3,2% das separações foram requeridas por homens.

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