UOL Notícias Cotidiano
 

24/09/2008 - 10h00

Mulheres estudam mais que homens, mas não ocupam tantos cargos de chefia, aponta IBGE

Do UOL Notícias
Em São Paulo
Apesar de apresentarem, em média, um ano a mais de estudo que os homens, as mulheres ainda não conseguem alcançar tantos cargos de chefia quanto os profissionais do sexo masculino. É o que aponta a Síntese de Indicadores Sociais divulgada nesta quarta-feira (24) pelo IBGE, com base em levantamento da Pnad 2007 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios).

As mulheres que trabalham estudaram, em média, nove anos. Já os homens passaram oito anos no banco da escola. No Nordeste o sexo feminino se mostra ainda mais preparado que o masculino. No Piauí, por exemplo, elas estudaram quase dois anos a mais que os homens.


Além disso, as mulheres dominam os cursos universitários do país. Em 2007, 57,1% dos estudantes no nível superior eram do sexo feminino, contra 42,9% do sexo masculino.

Entretanto, mesmo com tanto estudo, elas ainda não conseguem superar os homens nos cargos de chefia. Enquanto 5,5% dos homens brasileiros ocupam cargos de dirigência no país, 4,2% das mulheres exercem a mesma função.

Mais uma vez, nos Estados das regiões Norte e Nordeste, as mulheres estão conseguindo ter mais destaque. No Amazonas, proporcionalmente, existem mais mulheres em cargos de chefia (3,3%) do que homens (3,2%).

Quase a metade das mulheres (44,6%) está empregada em trabalhos ligados à educação, saúde e serviços sociais. Somente 15,7% dos homens trabalham nesse setor.

Chefes de família

Mais da metade (52,9%) das mulheres que são chefes de família têm filhos, mas não são casadas. Somente 16,6% das brasileiras que também são provedoras do lar são casadas e têm filhos.

No caso dos homens, 64,9% dos chefes de família são casados e têm filhos. E somente 3,3% não possuem cônjuge, mas moram com os filhos.

O IBGE também mostrou que as mulheres estão reduzindo o número de filhos. Em 1997, 25,8% tinham apenas um filho. Dez anos depois a proporção cresceu para 30,7%.

Há também um número preocupante de adolescentes que já são mães. Em 2007, cerca de 6,3% das jovens de 15 a 17 anos já tinham pelos menos um filho. Na região Norte essa proporção cresce para 9,4% das meninas.

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