UOL Notícias Cotidiano
 

20/10/2008 - 14h33

Marcos Valério continuará preso em São Paulo

Do UOL Notícias
Em São Paulo
Atualizado às 16h59

Marcos Valério, empresário mineiro que é réu do mensalão e que foi preso pela Polícia Federal durante a Operação Avalanche, deflagrada no último dia 10 de outubro, vai continuar preso em São Paulo, informou a Polícia Federal e a Justiça. A decisão foi da juíza Paula Montovani Avelino, da 1ª Vara Criminal da Justiça Federal de São Paulo.

  • 09. ago.2007 - Folha Imagem

    O empresário Marcos Valério foi preso em BH no dia 10 de outubro, durante a operação Avalanche da PF

Uma ordem de prisão temporária decretada na terça-feira (14), com validade de cinco dias, expirou nesta segunda-feira (20). Entretanto, na última sexta (17), a ordem de prisão temporária foi convertida para prisão preventiva, que tem validade de cerca de 80 dias, de acordo com a PF. Também foi decretada a prisão preventiva de Rogério Lanza Tolentino, sócio de Marcos Valério.

Na decisão, a juíza alega que "ficaram demonstrados os requisitos exigidos para decretação de suas custódias preventivas, uma vez que sua colocação em liberdade, nesse momento, comprometeria a regularidade da instrução criminal e colocaria em risco a aplicação da lei penal".

A juíza acrescenta que "os investigados, um dia antes de deflagrada a operação, tinham ciência prévia de que seriam presos, fato descoberto por meio do monitoramento autorizado judicialmente, que ainda vigorava em relação às suas linhas telefônicas, o que denota ter ocorrido 'vazamento' de informações sigilosas". Sendo assim, continua, se os investigados conseguem obter informações de processo sigiloso, em liberdade, poderão colocar em risco o andamento do processo.

O empresário permanece na sede da superintendência da PF, na Lapa, zona oeste da capital, e a Polícia Federal ainda não tinha informações de quando Marcos Valério seria levado para outro local, já que a prisão preventiva não pode ser cumprida na PF.

O empresário é acusado de articular um esquema de corrupção e quadrilha para forjar inquérito contra fiscais da Fazenda, que autuaram em R$ 104,54 milhões a Cervejaria Petrópolis.

O advogado de Marcos Valério, Marcelo Leonardo, informou que soube da decisão nesta tarde e disse que deve protocolar pedido de habeas corpus "no máximo até esta quarta-feira".

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