UOL Notícias Cotidiano
 

08/06/2009 - 15h41

Policiais civis e servidores municipais de Salvador paralisam atividades na BA

Heliana Frazão
Especial para o UOL Notícias
Em Salvador
Cerca de 22 mil servidores públicos municipais de Salvador e aproximadamente 6.000 policiais civis da Bahia iniciaram a semana com as atividades paralisadas. As categorias resolveram declarar greve por 72 horas.
  • Fernando Vivas/Agência A Tarde/AE

    Servidores da Prefeitura de Salvador (BA) realizam assembleia na manhã de hoje


Entre os servidores municipais, o Sindicato dos Servidores Municipais de Salvador (Sindseps) reivindica plano de saúde, reajuste de 50% no salário-base de R$ 465 e melhoria nas condições de trabalho. Estão paralisados funcionários de diversas secretarias do município e de órgãos vinculados a ele, como Samu, Defesa Civil, Controle do Tráfego e Guarda Municipal.

Na manhã desta segunda-feira (8), após uma assembleia geral, os servidores da prefeitura saíram em caminhada pelo centro da cidade, em direção à estação da Lapa - a maior e mais movimentada da capital baiana. O trânsito ficou congestionado durante a passeata. Na estação da Lapa, os servidores fizeram uma roda e cantaram o hino nacional.

O diretor do Sindseps, Gustavo Mercês, reclama da condição dos servidores. Segundo ele, funcionários atuam sem equipamentos de proteção na Defesa Civil, por exemplo. "Não podemos aceitar isso", disse Mercês, acrescentando que a situação na Defesa Civil não é um caso isolado.

Policiais civis
Já os policiais civis da Bahia decretaram nesta segunda-feira a quarta paralisação por 72 horas desde maio, mantendo apenas 30% do efetivo em atividade. Eles reivindicam reajuste salarial de 60% a 65% sobre os salários dos delegados, que é de R$ 4.500, segundo o Departamento de Polícia Metropolitana.

Conforme o presidente do Sindicato dos Policiais Civis da Bahia (Sindpoc), Carlos Lima, a categoria recebe apenas 24% dos salários dos delegados e a oferta do governo é elevar esse percentual para 30%, escalonado em três anos.

"Não estamos dispostos a aceitar", diz o sindicalista, informando que, se o governo não elevar a oferta, será decretada greve por tempo indeterminado a partir de 20 de junho.

Nos próximos três dias de greve, estão suspensas atividades como a custódia de presos, perícia e investigações. O registro de ocorrências também não está sendo feito, mas pode ser realizado por meio do site da polícia .

Professores
Também em greve, professores da rede municipal completam nesta segunda-feira uma semana com as atividades suspensas, deixando cerca de 180 mil alunos, de 417 escolas, fora das salas de aula. Eles já haviam cruzados os braços por 72 horas na semana anterior, antes de deflagrar greve por tempo indeterminado.

Elza Melo, diretora da APLB-Sindicato - entidade que representa a categoria -, explica que houve avanços nas negociações com a Secretaria de Educação, mas as propostas não foram suficientes para suspender o movimento.

"Já obtivemos da secretaria o compromisso com a realização de concurso público e uma proposta de plano de saúde para os docentes, mas ainda não há nada de concreto relacionado a reajuste salarial. Pedimos 9,01% e ainda não recebemos nenhuma contraproposta, por isso continuamos em greve", afirma Melo.

A diretora disse ainda que os professores voltarão a se reunir em assembleia nesta terça-feira (9) para decidir se retomam os trabalhos ou continuam parados à espera de nova proposta.

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