UOL Notícias Cotidiano
 

18/06/2009 - 17h30

Após lei seca, internações no SUS de vítimas de trânsito caem 28,3%, diz associação

Guilherme Balza
Do UOL Notícias
Em São Paulo
Estudo divulgado pela Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) revela que o número de internações em unidades hospitalares do SUS (Sistema Único de Saúde) em decorrência de acidentes de trânsito caiu 28,3% após a criação da lei seca, em junho de 2008. O levantamento comparou os dados do primeiro semestre do ano passado, quando a Lei Seca não havia entrado em vigor, com os do segundo semestre.

Já um levantamento divulgado pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) nesta quinta-feira (18) do primeiro ano da aplicação da lei seca no país mostra que aumentou o número total de acidentes de carro e de feridos nas rodovias federais do país, mesmo com a fiscalização mais rigorosa.

Ontem, o Ministério da Saúde divulgou dados de internações no SUS de vítimas do trânsito do segundo semestre de 2007 e do primeiro e segundo semestres de 2008, que também indicam uma influência da lei seca na redução da violência no trânsito, embora tragam resultados diferentes do estudo da Abramet.

Segundo a associação, o número de mortes hospitalares reduziu 13,6% na comparação entre os semestres. Já os gastos públicos para atender as vítimas do diminuíram 35,5% no segundo semestre, de acordo com o levantamento.

"Não é possível afirmar que a lei seca tenha sido a responsável por essa diminuição. Entretanto, por ser o único fato novo no período analisado, acreditamos que, do ponto de vista da saúde, a nova legislação tenha possibilitado esses avanços", afirma Maria Helena de Melo Jorge, pesquisadora da Abramet.

Ainda de acordo com a Abramet, a queda nas internações atingiu todas as faixas da idade, com destaque para as pessoas de 40 a 59 anos e 20 a 39 anos (nessa ordem). A incidência da redução foi maior entre homens, ocupantes de automóveis.

Apesar da redução no número de vítimas, em média 35 mil morrem e 100 mil são internadas anualmente em decorrência de acidentes de trânsito, segundo a Abramet. "Defendemos que a lei continue a existir e que seja aprimorada, corrigida em alguns pontos. A fiscalização precisa se intensificar até que a população esteja verdadeiramente educada no sentido de entender que álcool e direção formam um binômio perigoso", diz a pesquisadora.

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