UOL Notícias Cotidiano
 

05/11/2009 - 20h56

"Família foi impedida de entrar no clube", diz tia de menina que morreu na piscina

Especial para o UOL Notícias, em Salvador
Parentes da estudante Jéssica Silva Araújo, 11, cujo corpo foi encontrado na tarde desta quinta-feira (5) dentro de uma das piscinas do Clube dos Oficiais da Polícia Militar da Bahia, dizem que foram impedidos de entrar no estabelecimento para procurar a garota depois que souberam do seu desaparecimento, no começo da noite desta quarta-feira (4). "Eles (os diretores) não deixaram a gente entrar, apesar da nossa insistência", afirmou Cláudia da Silva, tia de Jéssica.

  • Divulgação/PM

    Foto de Jéssica divulgada pela PM

A morte da estudante, que cursava o 6º ano do Colégio Militar, um dos estabelecimentos escolares mais tradicionais de Salvador, foi confirmada por volta das 15h30 desta quinta-feira, pouco mais de 24 horas após o seu desaparecimento. De acordo com o coronel Francisco Leite, um dos diretores do colégio, Jéssica Araújo desapareceu durante uma competição de natação.

"Ela fez o aquecimento, mas, depois, não foi mais vista." Segundo o coronel, policiais e supervisores "vasculharam" a piscina e não encontraram a estudante ainda na noite desta quarta-feira. "Ela não estava na piscina, isso eu posso garantir. Agora, se depois da nossa procura ela foi para lá, eu não posso afirmar", acrescentou. Francisco Leite disse, ainda, que Jéssica foi procurada por professores e funcionários do colégio fora do estabelecimento. "Um aluno nos disse que ela foi vista saindo do colégio."

A dor da família

  • Cláudia Dantas, tia de Jéssica Silva Araújo, 11, encontrada morta na piscina do Clube dos Oficiais da Polícia Militar (PM), no bairro do Bonfim, em Salvador (BA), disse que foi impedida de entrar no local; a menina era aluna do Colégio Militar e participaria de uma competição de natação

Filha de um policial militar lotado na Assembleia Legislativa da Bahia, Jéssica Araújo estava inscrita para participar das "Olimpíadas" internas do Colégio Militar, junto com mais 30 alunos. "Ela era uma menina tímida, pacata, de pouca conversa. Estamos todos chocados com sua morte", disse José Raimundo da Silva, tio da garota.

Depois de mudar duas vezes a versão sobre a morte da estudante, a diretoria do colégio, que fica no bairro do Bonfim, a pouco menos de 1 km da mais famosa igreja da Bahia, anunciou nesta noite que um capitão e um tenente, que seriam responsáveis pela segurança da área das "Olimpíadas", foram afastados preventivamente. Os nomes dos militares afastados não foram revelados para "preservar a investigação".

"Antes, os dirigentes do colégio garantiram que Jéssica não estava dentro do estabelecimento. Depois, quando o corpo foi encontrado, mudaram a versão", disse Cláudia da Silva. Os pais de Jéssica, que souberam da morte da garota no momento em que prestavam queixa do seu desaparecimento na Delegacia do Bonfim, não quiseram falar. "Eles estão muito abalados", disse Raimundo da Silva. Mesmo assim, de acordo com o tio, o pai de Jéssica teria afirmado que ela não fazia natação. O corpo da estudante foi encontrado depois que dois estudantes chamaram a atenção para uma mancha que observaram na água da piscina do clube.

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