UOL Notícias Cotidiano
 

11/11/2009 - 14h44

Lula diz que não vai "chutar" causa do apagão

Piero Locatelli
Do UOL Notícias
Em Brasília
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (11) que o governo ainda não sabe a exata causa do apagão que deixou 18 Estados no escuro na noite de terça-feira e previu uma resposta sobre o assunto até o fim desta tarde. Ele declarou que apesar disso está certo de que o problema não foi de falta de geração de energia nem de linhas de transmissão.



"Não tenho a informação concreta e objetiva do que aconteceu", disse Lula em entrevista coletiva em Brasília ao lado do presidente de Israel, Shimon Peres, que está em visita ao país. "Não quero culpar ninguém antecipadamente. Possivelmente até o fim da tarde a gente tenha a informação. Se eu falar, estou chutando. E eu não vou chutar nesse assunto."

Lula afirmou que espera "uma reunião entre a Aneel, ONS, Ministério das Minas e Energia e os diretores da empresa que compõe o sistema Eletrobrás no Brasil para que a gente possa detectar o incidente que houve".

Aneel é a Agência Nacional de Energia Elétrica, órgão regulador do setor. ONS é a sigla para Operador Nacional do Sistema Elétrico, órgão responsável pela coordenação e controle da operação da geração e transmissão de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional - foco do incidente da noite passada.

Serra diz que explicações são incoerentes

O governador de São Paulo José Serra (PSDB) criticou o governo federal pelo apagão. Segundo o tucano, o que aconteceu foi "um exemplo perturbador e um fenômeno muito grave"


Lula disse também que o problema de terça-feira não é comparável ao apagão de 2001, durante o governo de seu rival Fernando Henrique Cardoso. "O que aconteceu em 2001 é que a gente não produzia energia suficiente. E ainda mais, a gente não tinha linha de transmissão para interligar todo sistema elétrico brasileiro. Hoje nós estamos com o sistema totalmente interligado", disse.

"Nesses últimos sete anos o que nós fizemos de linha de transmissão equivale a 30% de tudo que já tinha sido feito em 123 anos", disse o presidente, que depois do apagão de terça-feira viu oposicionistas, como o líder do PSDB na Câmara dos Deputados, José Aníbal (SP), atacaram a política de energia do Palácio do Planalto.

Até 2005, a pasta das Minas e Energia foi comandada pela atual ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, favorita de Lula à sucessão presidencial em 2010.

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