UOL Notícias Cotidiano
 

11/02/2010 - 16h40

Verão "amazônico" muda rotina de paulistanos para antes ou depois da chuva

Rodrigo Bertolotto
Do UOL Notícias
Em São Paulo

Em Belém (PA), as pessoas tradicionalmente combinam os compromissos para antes ou depois da chuva, afinal, o temporal tem hora marcada por lá. E São Paulo vive essa realidade amazônica neste verão de 2010 cheio de tempestades no meio da tarde.

Hora-extra ou saída mais cedo?

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    Roberta di Marzo tem aproveitado as chuvas para fazer hora-extra

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    Silvia Mesquita entra cedo no trabalho para evitar o aguaceiro

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    Tavares perdeu aula em curso que faz após o expediente

No caso da agente de turismo Roberta di Marzo, o aguaceiro garante que seu banco de “horas-extras” esteja recheado. “É melhor ficar trabalhando do que encarar o trânsito parado. Resolvo minhas pendências, acumulo folga e, quando saio, está muito mais calmo”, conta Roberta.

Já a confeiteira Silvia Mesquita preferiu negociar com seu chefe para entrar mais cedo para evitar ficar molhada na saída do expediente. “Chego uma hora antes na padaria para poder sair às 15h e evitar a chuva”, conta Silvia, olhando para o ônibus que não vem, enquanto uma lufada de vento prenuncia a tempestade. Além das roupas molhadas, se a chuva chegar antes do ônibus, o trajeto de volta para sua casa duplica a duração.

Por seu lado, o assistente financeiro Renato Tavares ficou engessado pelo horário comercial que tem de cumprir, não podendo nem adiantar ou atrasar seu turno de trabalho. E a chuva ainda atrapalhou o curso que frequentou durante o mês de janeiro. “Eu me atrasei e cheguei a perder um dia de aula. Nesse dia, ninguém conseguiu comparecer.”

As pontuais chuvas paulistanas também mudaram a rotina dos que praticam atividade física. Kátia Marcondes fazia sua hora de academia no final da tarde, mas neste verão começa seu exercício às 14h para não ficar presa pelo pé d`água. “Que adianta malhar uma hora e ficar outra hora esperando a chuva e o trânsito passar?”, pergunta Kátia.

Mas há gente que considera a chuva hora do estresse. Um exemplo é Amanda Gonçalves, que trabalha como fiscal de táxi, ou seja, controlando com um walkie-talkie os passageiros que querem condução. “É só chover para dobrar o serviço. Todo mundo fica nervoso porque falta táxi, e os clientes brigam porque querem o carro o quanto antes”, relata a jovem minutos antes de começar o aguaceiro.

Já o ambulante Tobias de Paiva precisa lucrar até o temporal, afinal, ele vende garrafas de água mineral no cruzamento das avenidas Faria Lima e Rebouças. “Quando está aquele calorão, vendo que é uma beleza. Antes da chuva, então? Quando está aquele bafo, é a melhor hora. A chuva cai, aí ninguém quer saber mais de água mineral”, brinca.

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