UOL Notícias Cotidiano
 

28/04/2010 - 16h05

Bope permanecerá no morro do Borel em regime de 24h; polícia apreende armas e drogas

Daniel Milazzo
Especial para o UOL Notícias
No Rio de Janeiro

Oito suspeitos são detidos pela PM em acesso ao morro do Borel, no Rio de Janeiro

O Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) do Rio de Janeiro continuará ocupando o morro do Borel e comunidades adjacentes (Casa Branca, morro do Cruz e favela da Indiana) , no bairro da Tijuca, zona norte da capital, em regime de 24h por tempo indeterminado. Desde a manhã desta quarta-feira (28), 150 homens buscam armamento, drogas e traficantes, no local que receberá a 8ª Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da cidade, que ainda não tem prazo para ser implantada.

Até à noite de hoje, os policiais continuarão os trabalhos de busca e apreensão em cada casa da comunidade, segundo a corporação. A partir de amanhã, cães farejadores auxiliarão no trabalho de busca. Nesta madrugada, 80 homens do batalhão permanecerão no .

Até o momento, o Bope apreendeu uma pistola calibre 45 com dois carregadores, munição de espingarda calibre 12, três rádios portáteis com três carregadores, além de 300 papelotes de cocaína, um binóculo e uma farda do Exército brasileiro. Quatro motos em situação irregular também foram apreendidas. Ao todo, 21 veículos foram checados, mas nenhum deles apresentou irregularidades.

No Catrambi, comunidade anexa ao morro do Borel, o Bope prendeu um homem em flagrante que portava 309 papelotes de cocaína. Outras três pessoas --entre eles um menor-- foram detidas por estarem em situação irregular de liberdade condicional ou assistida. Todos foram encaminhados para a delegacia. Segundo o relações públicas da Polícia Militar, capitão Ivan Blaz, ao menos oito suspeitos foram detidos na manhã desta quarta-feira em um prédio na rua São Miguel, um dos principais acessos ao morro do Borel.

Para o subcomandante do Bope, tenente coronel René Alonzo, a alteração na rotina dos moradores "foi tranquila e não houve nenhum tipo de enfrentamento". “Não queremos interferir na rotina da comunidade. Não é uma ocupação militar. Nossa função é sanear a área para entregá-la da maneira mais tranquila possível".

Um trailer e um carro do Bope foram estacionados na laje da Kombi, ponto estratégico do morro do Borel, para facilitar a visão dos policiais. Neste ponto de observação dos acessos à comunidade foram hasteadas as bandeiras do Brasil e do batalhão para marcar a presença do batalhão.

O coronel da Polícia Militar José Carvalho, comandante das UPPs no Rio de Janeiro, explicou que a instalação da nova unidade depende da atuação do Bope. “Trabalhamos para que não haja problema com a comunidade. Não queremos oferecer nenhum dano ou causar vítimas”, comentou sobre a operação de hoje. Carvalho aproveitou para pedir aos moradores do Borel para que denunciem irregularidades no morro através do disk-denúncia e faz um apelo para que ninguém passe trotes.

No início da operação, iniciada logo no início da manhã de hoje, os moradores preferiram permanecer em suas casas, mas à tarde a vida na comunidade já dava sinais de normalidade. “Se melhorou nos outros morros, aqui não vai ser diferente. Desde que traga benefícios para a população, eu apoio”, comentou Anderson dos Santos, 29, que também lembrou que diversas vezes deixou de trabalhar devido a troca de tiros entre facções rivais do morro do Borel e da Casa Branca.

Raíla Teixeira dos Santos, 19, está otimista com a chegada do Bope. “É uma oportunidade para a comunidade, mas só o tempo vai dizer”, disse Raíla, mãe de uma menina.

A UPP da Tijuca é a oitava a ser implantada no Rio. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, até o final do ano serão 15 unidades na cidade.

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