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26/05/2010 - 18h17 / Atualizada 26/05/2010 - 18h20

Morto suspeito no caso de delegado assassinado quando falava ao vivo com rádio de Camaçari (BA)

Especial para o UOL Notícias
Em Salvador

A Polícia de Camaçari confirmou no final da tarde desta quarta-feira (26) que foi morto um suspeito de ter participado do assassinato do delegado titular da 18ª Delegacia de Camaçari (região metropolitana de Salvador), Clayton Leão Chaves, 33, assassinado na manhã de hoje quando era entrevistado ao vivo pela rádio Líder FM.

Segundo a polícia, a vítima e um outro homem que estava em sua companhia no distrito de Jauá  foram abordados, mas teriam reagido. O nome do morto não tinha sido divulgado até o começo desta noite. A outra pessoa fugiu.

A polícia encontrou o carro utilizado para transportar as pessoas que mataram o delegado, um corsa branco, de placa vermelha. O veículo estava abandonado em uma estrada que dá acesso ao Pólo Petroquímico de Camaçari. Os criminosos atearam fogo ao carro. Quando os policiais localizaram o corsa, ainda saía fumaça do veículo.

Pouco antes de ser morto, o delegado havia estacionado o seu carro no acostamento da estrada da Cascalheira, que liga Arembepe a Camaçari, para ser entrevistado pelo celular quando foi atingido com dois tiros na cabeça. Ele estava acompanhado pela mulher, que não sofreu ferimentos.

 

Chaves participava do programa “De Olho na Cidade”, comandado pelo radialista Marco Antonio Ribeiro. “Ele seria entrevistado em nosso estúdio, mas telefonou para avisar que não chegaria a tempo porque tinha levado a mulher para uma clínica odontológica. Então, ele mesmo sugeriu para ser entrevistado pelo celular, só pediu um minuto para estacionar o carro”, disse o radialista.

Segundo Ribeiro, o delegado foi entrevistado por cerca de 15 minutos, até ser atingido. “Suas últimas palavras foram ‘peraí, peraí'", afirmou. Na gravação feita pela emissora, a mulher do delegado, cujo nome não tinha sido revelado pela polícia até o começo desta tarde, aparece pedindo socorro. De acordo com a polícia de Camaçari, quatro pessoas teriam participado do crime.

 

Policiais do Comando de Operações Especiais e um helicóptero foram deslocados para a cidade para tentar localizar e prender os responsáveis pela morte do delegado. De acordo com policiais que estão participando da caçada aos criminosos, o delegado, logo que assumiu o comando da 18ª DP, desenvolveu um trabalho específico para combater o tráfico de drogas na cidade. A última grande ação que contou com a participação de Chaves aconteceu em dezembro do ano passado, durante a "Operação Pégasus", que realizou dez prisões em Camaçari. O principal objetivo da operação foi a desarticulação de uma quadrilha de roubo de cargas e veículos que atuava nas estradas baianas.

Com o assassinato, os policiais civis da Bahia suspenderam a greve iniciada na semana passada para investigar o crime.

Antes de ser transferido para Camaçari, Clayton Leão Chaves trabalhou como coordenador do Grupo de Repressão a Roubo a Estabelecimento Financeiro e do Centro de Operações Especiais da Secretaria da Segurança Pública, em Salvador.

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