UOL Notícias Cotidiano
 
23/07/2010 - 17h46

Promotor representa contra menor por sequestro e homicídio de Eliza; ocultação do cadáver é retirada

Rayder Bragon
Especial para o UOL Notícias
Em Belo Horizonte

O promotor Leonardo Alves, em alegações finais apresentadas nesta sexta-feira (23), alterou as acusações contra o primo adolescente que delatou o goleiro Bruno à Polícia de Minas Gerais e retirou o crime de ocultação de cadáver que pesava contra o menor. As argumentações da Promotoria foram anexadas na representação que agora acusa o menor por envolvimento no sequestro e homicídio de Eliza Samudio, ex-namorada do atleta.

Segundo informações do Ministério Público de MG, o promotor entendeu que não restou comprovada a participação do adolescente na ocultação de cadáver de Eliza. Pelo homicídio e sequestro, ele pediu a aplicação da medida de internação, que vai de seis meses a três anos. 

Ontem, após audiência de instrução realizada no Juizado da Infância e Juventude de Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte, Alves havia afirmado que o depoimento de Sergio Rosa Sales, conhecido por Camelo e também primo de Bruno, confirmou a participação de J. no suposto sequestro de Eliza, no início do mês passado, no Rio de Janeiro.

O promotor teve prazo para analisar a manutenção dos crimes de homicídio e ocultação de cadáver, fatos que constavam da acusação apresentada no último dia 13 deste mês contra o adolescente. “Por enquanto eu prefiro não entrar na participação do menor no homicídio e na ocultação do cadáver, isso é uma questão que está controvertida no processo. (...) Mas pouco importa para fins de aplicação da medida se houve reconhecimento dos três atos infracionais ou não”, havia dito Alves, para quem apenas estava completamente delineada a participação do menor no sequestro.

Cachorros de Bola são examinados por peritos
da polícia de Minas Gerais

Agora, o advogado do adolescente tem 24 horas para apresentar a defesa. Em seguida, o juiz decidirá o destino de J. – se for considerado culpado, ele deverá cumprir medida socioeducativa por prazo mínimo de seis meses. Ao final desse período, o processo é analisado e a medida pode ser extinta ou prorrogada por igual período por um prazo máximo de três anos.

J. está recluso desde o dia 13 no Ceip (Centro de Internação Provisória) São Cristóvão, localizado no bairro Horto, região leste da capital mineira, onde o juiz Elias Charbil Abdou Obeid determinou que ele ficasse pelo prazo de 45 dias.

Os depoimentos do jovem, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, nortearam boa parte das buscas feitas pela Polícia Civil pelo paradeiro de Eliza.

Foi também J. quem descreveu o suposto assassinato da moça, que teria ocorrido na casa do ex-policial civil Marcos Aparecidos dos Santos, o Bola, em Vespasiano, região metropolitana de BH. Segundo o adolescente, Eliza foi morta por Bola, teve o corpo esquartejado e uma de suas mãos foi dada a cães da raça rotweiller.

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