Seis vítimas de acidente com caminhão em MG continuam internadas em estado grave

Rayder Bragon
Especial para o UOL
Em Belo Horizonte

Seis pessoas estão internadas em estado grave no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte, em decorrência do acidente que provocou a morte de 14 bóias-frias transportados por caminhão que tombou ontem no trevo da MG-332 com a BR-381 (Fernão Dias), próximo ao município de Santo Antônio do Amparo (distante 186 quilômetros de Belo Horizonte), região centro-oeste de Minas Gerais. Havia 32 pessoas na carroceria do caminhão na hora do acidente.

Eles foram transferidos do Hospital Regional São Sebastião, localizado na cidade mineira, onde mais 12 sobreviventes estão em observação, mas não correm risco de morrer, segundo informou o secretário de Saúde do município, Marcelo Carrara.

Segundo a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (FHEMIG), das seis vítimas internadas no pronto-socorro de Belo Horizonte, quatro estão em estado delicado.

Marcos Marcelino, de 26 anos, sofreu traumatismo no crânio e na região torácica. Antônia de Nazaré da Silva, 43 anos, está inconsciente e sofreu várias fraturas pelo corpo. Sebastião Sérgio Martins, 45 anos, também está inconsciente e respira com ajuda de aparelhos. Por fim, Antônia Avelina de Almeida, 54 anos, sofreu traumatismo craniano e está desacordada, respirando por meio de aparelhos.

Já Maria do Carmo Souza Marcelino, 40 anos, e Juliano Marcelino Nascimento, 14 anos, estão conscientes, no entanto ainda não têm previsão de alta médica. O garoto sofreu fratura nos braços.

Comoção em Santo Antônio do Amparo
Cinco dos mortos no acidente pertenciam a uma mesma família. O velório de boa parte das vítimas do acidente foi realizado em um ginásio poliesportivo da cidade, que tem cerca de 17 mil habitantes e a economia centrada na cultura cafeeira. O sepultamento está previsto para ocorrer no fim desta quarta-feira (20).

A maioria dos bóias-frias morava no município e na hora do acidente estava a 5 quilômetros de suas residências.

Eles colhiam café na fazenda Vargem Grande, localizada no município. O proprietário está custeando as despesas com o enterro dos trabalhadores, segundo informou o advogado Rômulo Rezende Reis, representante do dono da fazenda.

Ele ainda alegou que todos eram registrados, mas não se pronunciou sobre a presença de um garoto de 14 anos entre os trabalhadores.

Caminhão com 33 anos de uso
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou preliminarmente que segundo testemunhas o caminhão não conseguiu fazer uma curva próxima ao trevo que liga a MG-332 a BR- 381, bateu em uma vala e, em seguida, tombou na pista contrária.

Apesar de o caminhão ter 33 anos de uso, o motorista, que morreu no acidente, possuía autorização do Departamento de Estradas e Rodagens (DER-MG) a título precário (validade por 6 meses) para fazer o transporte de trabalhadores na região.

Segundo o órgão, foi feita uma vistoria no caminhão em junho passado e nada fora anotado de anormal no veículo, que de acordo com o DER, possuía todos os equipamentos de proteção para esse tipo de transporte. O documento de licença precária expiraria em novembro deste ano.

Existe um decreto estadual que autoriza o DER a conceder esse tipo de licença.

A perícia a ser realizada pela delegacia de Polícia Civil da cidade irá evidenciar as causas do acidente. Chegou-se a aventar a possibilidade de falha no sistema de frenagem do caminhão, modelo Dodge, mas não há confirmação por parte dos peritos.

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