Do lado de fora do STF, quase não há índios

Piero Locatelli
Em Brasília

Enquanto dentro do STF se decide o destino de Raposa/Serra do Sol, cerca de 200 pessoas esperam calmamente o resultado na Praça dos Três Poderes. Do lado de fora do STF quase não há índios: a maioria das pessoas são membros de movimentos sociais que apóiam a causa índigena. Também não há apitaço, alto-falantes e gritos de ordem. A maioria das pessoas esperam sob a única sombra do local - fornecida pelo monumento a JK.

O MST trouxe 120 pessoas para a praça e prometeu ficar até a decisão sair. "O fato de ter que vir debaixo de sol para garantir a Constituição é uma vergonha", diz Marina dos Santos, representante dos sem-terra. Além do MST, também veio marcar posição o Movimento de Apoio ao Trabalhador rural, que trouxe mais de 50 pessoas.

O otimismo que impera na Praça dos Três Poderes também é compartilhado pelos índios que acompanham o desenrolar da situação dentro do STF. "Nós estamos esperando uma decisão favorável porque estamos muito cientes de estar do lado da constituição", disse Djacir, representante indígena da comunidade Maturuca, que aproveitou o horário de almoço para sair do prédio do STF.

Apenas 24 índios vieram de Roraima devido à dificuldade de locomoção até Brasília e quase todos acompanham a decisão de dentro do Tribunal.

O senador José Nery (PSOL-CE) também esteve no horário de almoço do lado de fora do STF. Como os outros apoiadores da causa indígena, ele também se amparou na Constituição: "A expectativa não poderia ser outra: que o STF cumpra o que diz a Constituição. Acho até degradante pensar de outra forma".

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