Confissão de assassino leva à soltura de três rapazes que ficaram presos por dois anos

Da Redação
Em São Paulo*

Renato Correia de Brito, 24, William César de Brito Silva, 28, e Wagner Conceição da Silva, 25, acusados pela morte de Vanessa Batista de Freitas, em agosto de 2006, foram inocentados e soltos do Centro de Detenção Provisória (CDP) 1 de Guarulhos na tarde desta quarta-feira (3).
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    Iraildes Alves Conceição, mãe de Wagner Conceição da Silva

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    Família de Wagner ao saber que alvará de soltura foi assinado

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    Natalia Priscila Brandão, esposa de Willian Cesar de Brito da Silva

A libertação dos rapazes veio após Leandro Basílio Rodrigues, 19, apelidado pela polícia de "Maníaco de Guarulhos", confessar o assassinato da moça. A partir da confissão, o promotor Marcelo Alexandre de Oliveira pediu a revogação da prisão e foi atendido pelo juiz Leandro Jorge Bittencourt Cano. Os três rapazes foram soltos e recebidos por seus parentes por volta das 15h40.

O Ministério Público quer agora saber como Renato, um dos inocentes, confessou à polícia um crime que não cometeu - os outros dois negaram o delito. No interrogatório judicial, Renato voltou atrás. Ele e Willian afirmaram que foram torturados por policiais. Em nota divulgada ontem (dia 2), a Secretaria da Segurança Pública informou que "o núcleo corregedor de Guarulhos pedirá o desarquivamento do inquérito policial que investigou suspeitas de tortura, diante dos novos fatos".

A suspeita contra os três havia sido levantada por parentes de Vanessa. Renato era ex-namorado da jovem. Pouco depois de Vanessa desaparecer, ele havia telefonado para a casa dela e indagado se a jovem estava bem. PMs foram à casa do suspeito. Renato foi detido e levado à Cachoeira do Macaco, na Estrada do Cambucu. Ali, ele teria sido torturado, confessando o crime e apontando os executores. Os PMs levaram Wagner para o mesmo lugar, onde diz ter sido espancado, mas ele não confessou. Segundo Wagner, no 1º DP de Guarulhos, policiais colocaram sacos plásticos em suas cabeças para que confessassem.

Os três já estavam com o julgamento marcado quando policiais da Delegacia Seccional de Guarulhos ouviram Rodrigues contar que cometera seu primeiro homicídio na cidade logo após fugir da Febem de Minas, em 2006, onde estava internado por ter matado a mulher. O acusado levou os policiais ao local do crime e deu detalhes do assassinato.

O "Maníaco de Guarulhos" também confessou o assassinato de Keliane, a sétima mulher que matou. As outras vítimas são: Juliana, de 27 anos, em maio de 2008, Viviane, de 24, em setembro de 2007 - além de Gisele, de 25, Aline, de 21, e outra Juliana, em Belo Horizonte, cujas mortes não tiveram as datas divulgadas. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

*Com informações da Agência Estado

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