Mapa da pobreza mudou pouco em dez anos

Silvana Salles
Do UOL Notícias
Em São Paulo

Pouco mudou no mapa brasileiro da pobreza entre 1996 e 2006. Embora o total de pobres tenha caído de 32,7% da população, essa condição ainda afeta mais os negros do que os brancos e assola mais o Nordeste do que outras regiões. Os dados são do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

A população negra, que em 1996 tinha 46,7% dos indivíduos vivendo na pobreza, apresentou uma queda de 13,5%. Em 2006, 33,2% (ou cerca de um terço) dos negros eram pobres. Em números absolutos, a mudança não parece tão significativa, já que mais de 30 milhões de pessoas se mantiveram em condições de pobreza. Isso porque a população negra também cresceu.

Na prática, o acréscimo de R$ 19 na renda média dos negros e a queda dos rendimentos dos brancos não alteraram a composição racial do contingente de pobres no Brasil.

Para se ter uma idéia de como a população negra está na base da pirâmide econômica brasileira, o economista Vinícius Garcia conta que, durante seu mestrado em Economia Social e do Trabalho da Unicamp, destacou que a classe E, que comporta os brasileiros em situação de miséria, era composta por 66% de negros em 2005.

A pobreza em regiões

A região mais pobre do país é o Nordeste, cujos 44,3% da população são pobres. A pobreza também se concentra no meio rural, em comparação ao urbano: em todo o país. No campo, 47,6% eram pobres em 2006, ante 19,1% na cidade.

Quanto à concentração de riqueza, houve uma mudança: o Sudeste deixou de ser a região com menos pobres (19,2% em 1996) para dar lugar ao Sul (12,6% dez anos mais tarde).

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