Julgamento de acusados de assassinato de milionário da Mega-Sena é adiado no Rio

Juliana Castro
Do UOL Notícias
No Rio de Janeiro

Menos de uma hora após o seu início, foi adiado o julgamento de três dos seis acusados do assassinato do milionário da Mega-Sena Renné Senna. Problemas de saúde de um dos advogados, um pedido de habeas corpus e uma ação de um defensor público foram os motivos do adiamento da sessão, que ocorria no 1º Tribunal de Júri do Rio de Janeiro.

Maurício Neville, advogado de Anderson Silva de Souza, um dos acusados, alegou problemas de saúde e não compareceu ao julgamento. Com isso, a juíza Roberta dos Santos Braga Costa aceitou o argumento de que ele não poderia ficar sem defesa ao longo da sessão, muito embora Neville não tenha apresentado ainda nenhum atestado médico.

Outro motivo que levou a juíza ao adiamento foi um habeas corpus pedido pelo advogado de Edinei Gonçalves Pereira, Júlio Sérgio Braga, na última segunda-feira (8). Segundo ele, uma prova crucial que inocentaria o seu cliente não foi aceita pela juíza para ser incluída nos autos do processo.

"A juíza negou. Isso é uma prova favorável. Isso vai contra os princípios da ampla defesa", disse o advogado, que alegou não ser possível a sessão já que o julgamento do habeas corpus ainda não foi realizado. O fato comprovaria, segundo a defesa, a tese de que Edinei estaria em São Gonçalo no dia 7 de janeiro de 2007, e não em Rio Bonito, local do crime.

Por último, a promotoria também pediu o adiamento alegando que o terceiro acusado, Ronaldo Amaral de Oliveira, não poderia ser julgado sozinho. "Ele não é acusado de ser executor. Ele é acusado de fornecer a motocicleta usada na execução do crime. Então, o Ministério Público requereu o adiamento porque o executor tem que ser julgado primeiro", disse a juíza Roberta dos Santos Braga Costa.

Além disso, o defensor público de Ronaldo, Jorge Costa, também condenou o fato de o julgamento ser realizado no Rio de Janeiro, e não no Tribunal de Júri de Rio Bonito. Com todos estes argumentos, o julgamento foi adiado e a primeira data em aberto para o retorno à sessão, ainda sem confirmação, é no próximo dia 7 de outubro.

Outros acusados
A tendência é que se leve ainda muito tempo para o julgamento de todos os envolvidos no assassinato do milionário da Mega-Sena. Além deste adiamento, outros três acusados ainda não têm seus julgamentos marcados.

A ex-cabeleireira Adriana Ferreira de Almeida, esposa de Renné Senna e acusada de ser a mandante do crime, recorreu da sentença da pronúncia, assim como os outros acusados: o ex-segurança do Milionário, Marco Antônio Vicente, e a ex-professora de Educação Física, Janaína de Oliveira.

O crime
De família humilde e sem as duas pernas em função de uma diabetes, Renné Senna vendia doces na beira da estrada quando, em 2005, levou a bolada de R$ 51,8 milhões da Mega-Sena. Milionário, alguns anos depois ele conheceu Adriana Ferreira. Casaram-se e ela passou a cuidar das finanças do casal.

Até que na manhã do dia 7 de janeiro de 2007, Senna estava num bar em Rio Bonito acompanhado de alguns amigos. Dois homens encapuzados invadiram o local e anunciaram um suposto assalto. No ato, Senna foi morto com quatro tiros na cabeça.

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