Ventos fortes e chuva de granizo causam destruição em cidades do Rio Grande do Sul

Do UOL Notícias

Um temporal de grandes dimensões atingiu as regiões do Vale do Taquari e da Região Carbonífera, no Rio Grande do Sul. A Defesa Civil do Estado ainda está fazendo o levantamento dos estragos causados na região, que incluem casas destelhadas, veículos arrastados e árvores arrancadas.

De acordo com a Defesa Civil, o pior cenário foi registrado em Nova Petrópolis, onde 240 casas foram destelhadas, incluindo 10 prédios de administração pública. Na cidade, 15 pessoas ficaram desalojadas e uma mulher ficou ferida ao ser atingida por uma árvore, arrancada pela força dos ventos. O município decretou estado de emergência.

No município de São Sebastião do Caí, os ventos de mais de 95km/h deixaram cerca de 150 casas destelhadas. São Sepé teve destruição parcial de cerca de 100 casas.

Em Triunfo, os fortes ventos e a chuva de granizo atingiram o distrito de Coxilha Velha. Fátima de Carvalho, professora da rede municipal da localidade, relatou que a escola onde trabalha foi destelhada e teve vidros quebrados durante a tempestade, a partir das 16h30 de ontem. "Por sorte ninguém se feriu", disse. As aulas estão suspensas por tempo indeterminado.

Fátima também conta que um galpão de ferro próximo à escola, utilizado para reciclagem de lixo, veio abaixo durante a tempestade. Os funcionários do local ficaram feridos. Segundo a professora, ainda hoje de manhã era possível ver caminhões e carros caídos em um barranco nas proximidades da BR-386, arrastados pelos ventos fortes. "Nunca tinha visto nada com essas proporções", contou.

'Microexplosão'
Segundo Celso Oliveira, do Somar Meteorologia, o fenômeno que atingiu a Região Carbonífera é conhecido por microexplosão. Ele ocorre quando ventos fortes, secos e frios conseguem entrar em nuvens densas, normalmente impenetráveis. Dentro da nuvem, o vento causa a sublimação das partículas de gelo, o que torna o ar denso e frio. Por ser pesado, o ar frio "desaba" na direção do solo em alta velocidade, trazendo chuva e muitas vezes granizo. Segundo o meteorologista, o fenômeno é muito comum no Brasil.

Segundo Expedito Rebello, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as nuvens carregadas sobre o Rio Grande do Sul são parte de um fenômeno de nome técnico 'complexo convectivo de média escala' (CCM). Ele explica que as nuvens densas que se acumularam sobre o Sul foram formadas no Paraguai e ganharam volume no Brasil ao encontrar temperaturas mais baixas.

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