Polícia portuguesa prende brasileiro acusado de homicídio em Setúbal

Fernando Moura
Especial para o UOL Notícias
Em Lisboa (Portugal)

Depois de mais de 20 dias de perseguição a Policia Judiciária (PJ) portuguesa prendeu o brasileiro Edivaldo Rodrigues, 20, que em 20 de agosto matou um ourives com dois tiros na cabeça.

Segundo fontes da PJ, Rodrigues também seria suspeito de dois homicídios no Brasil - de um rapaz de 14 e outro de 16 anos - os quais se teriam produzido durante outro assalto pelo que estaria a ser procurado pelas autoridades brasileiras, mas sem existir mandados de detenção em Portugal.

Segundo noticiou o Jornal "Correio da Manhã", Rodrigues ficou em prisão preventiva após ser inquirido pelo tribunal onde teria confessado a autoridades portuguesas o homicídio do proprietário da ourivesaria Jóias Bocage, em Setúbal. Ao deter Rodrigues, a polícia recuperou a arma do crime.

O Jornal assegura que Edivaldo no interrogatório "acabou por explicar que matou a vítima quando se apercebeu de que aquela acionara o alarme. Fugiu depois sem levar nada. Quanto ao comparsa, que estaria à porta durante o assalto, não foi localizado. As autoridades temem que já tenha fugido do País, podendo agora ser emitidos mandados em seu nome."

Fontes polícias explicaram que o cidadão brasileiro foi detido na passada quinta-feira após ter sido localizado pela Policia de Segurança Publica (PSP) na Fonte Nova, bairro de Setúbal, onde residia com amigos da mesma nacionalidade, e conduzido às instalações da PJ.

Em comunicado, a PJ refere que na operação policial foram apreendidos diversos objectos e a arma que o arguido terá utilizado na prática dos crimes que lhe são imputados e que ainda o presumível homicida tem antecedentes criminais em Portugal e no país de origem (Brasil) e que já tinha sido notificado para abandonar voluntariamente o País. Face ao incumprimento da referida notificação, tinha já a decorrer um processo para expulsão de Portugal.

A Polícia Judiciária de Setúbal fez quatro buscas domiciliárias. A arma com que o brasileiro terá matado José Correia foi apreendida numa das casas investigadas.

O homicídio
O homicídio foi perpetrado cerca das 11h55 de 20 de agosto quando Rodrigues pretendia roubar a ourivesaria Jóias Bocage na cidade de Setúbal, cidade situada a 50 quilómetros de Lisboa, e terá envolvido dois jovens com cerca de 20 anos, que fugiram a pé encapuzados, informou, na altura a PSP em comunicado afirmando que "na altura do assalto, apenas estaria no interior da ourivesaria o seu proprietário, que foi atingido por dois disparos" e viria a morrer horas mais tarde na Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital de S. José, em Lisboa.

No assalto foi morto o proprietário do estabelecimento comercial, José Correia de 58 anos que momentos antes terá conversado com Maria Fernanda Correia quem terá ligado para o marido às 11h40. "Disse-lhe que ia ter com ele à ourivesaria para irmos almoçar, mas ele respondeu: 'Não venhas à loja.' Depois só disse que estava a ouvir um barulho e que tinha de desligar. As últimas palavras foram: 'Um grande beijo'", contou a viúva o 22 de Agosto ao "Correio da Manhã."

O "Correio da Manhã" afirma que Edivaldo Rodrigues terá chegado a Portugal "com visto de turista e nunca teve ocupação profissional. Ao invés, cedo começou a ganhar ficha na PSP. O primeiro registo que contra ele existe remonta a 31 de Julho de 2007, quando foi identificado por agressões, no Parque das Nações. Na primeira madrugada de 2008, em Setúbal, envolveu-se numa rixa com a PSP, agredindo um agente que, em sequência, teve de receber tratamento hospitalar".

A polícia terá descoberto Rodrigues após diferentes pistas e por ter interceptado um outro "brasileiro ilegal, no mesmo bairro, tendo autorizado uma busca à sua residência. Aí, os agentes encontraram fotos dos assaltantes, um elemento mais tarde cruzado com o que já havia sido recolhido pelos investigadores da Judiciária".

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