Marcelo Itagiba será convidado para depor na CPI das Milícias

Juliana Castro
Do UOL Notícias
No Rio de Janeiro

(texto atualizado às 21h36)

O presidente da CPI das Escutas Telefônicas no Congresso, deputado federal Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), será convidado para depor na comissão parlamentar que investiga, na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, o crescimento das milícias no Estado.

A decisão foi anunciada pelo presidente da CPI das Milícias, deputado Marcelo Freixo (PSOL). "Ele [Itagiba] foi citado voluntariamente duas vezes por fazer campanha em áreas de milícias", explicou Freixo, que anunciou também o convite que será feito à ex-inspetora da Polícia Civil e atual deputada federal Marina Magessi (PPS-RJ).

Ambos foram citados nos depoimentos do vereador Josinaldo Francisco da Cruz, o Nadinho (DEM), acusado de liderar a milícia que controla Rio das Pedras. Itagiba foi citado também pelo candidato a vereador Cristiano Girão (PMN). Segundo o presidente da CPI, Itagiba, que é ex-secretário de Segurança Pública no governo Rosinha Garotinho, teria sido acusado de fazer campanha em áreas de milícias em 2006, quando foi eleito deputado.

Nadinho, aliás, foi reconvocado para novos esclarecimentos à comissão. O encontro deverá acontecer na próxima terça-feira (23). Já os depoimentos de Itagiba e Magessi ainda não têm data definida. Ambos foram convidados a participar da comissão. Como são deputados federais, não são obrigados a comparecer à CPI. Freixo, no entanto, acredita que Itagiba e Magessi vão aceitar prestar esclarecimentos.

"Eles podem se recusar [a vir à CPI], mas tenho certeza que um deputado tem a consciência do dever que tem, como cidadão, de não atrapalhar as investigações da comissão", disse Freixo.

Mais suspeitos
A CPI das Milícias tomou os depoimentos nesta terça-feira (16) do vereador Luiz André Deco (PR) e do candidato a vereador Luiz Monteiro da Silva, o Doen (PTC). Ambos são acusados de envolvimento com milícias da zona oeste do Rio de Janeiro, mais especificamente no bairro de Jacarepaguá.

Também foi divulgado pela CPI das Milícias que mais dois vereadores, ambos de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, estão sendo investigados por envolvimento com milicianos.

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