Corpo de policial desaparecido é encontrado em Duque de Caxias (RJ)

Juliana Castro
Do UOL Notícias
No Rio de Janeiro

Atualizado às 18h41

O corpo do inspetor policial Sandro Luiz Gonzaga Fernandes Marques, que estava desaparecido desde a madrugada de sexta-feira (19), foi encontrado com mais de dez disparos ontem na rodovia Washington Luiz em Duque de Caxias (RJ), segundo informação da Polícia Civil do Rio de Janeiro. A identificação, no entanto, foi feita apenas neste sábado. Dois homens foram presos.

Sandro Luiz desapareceu após deixar um amigo em casa na madrugada de sexta-feira. Segundo o delegado da 21ª DP (Bonsucesso), Carlos Eduardo Almeida, bandidos da favela da Nova Holanda, no Complexo da Maré, teriam confundido o carro do inspetor com o de um policial militar do 22º Batalhão (Maré) que eles teriam tentado matar há três meses. Ambos dirigiam um Meriva preto.

"Em um primeiro momento, ele foi interceptado por engano. Mas foi executado por ser policial", disse o delegado, sem descartar a possibilidade de assalto.

Por volta das 5h da manhã, o inspetor havia deixado o amigo Fernando Carlos Fernandes, 31 anos, na Ilha do Governador, zona norte do Rio. Como até 9h da manhã ainda não havia chegado em sua casa, que ficava entre dois e três quilômetros de distância da residência do amigo, sua mãe, Rosa Gonzaga, ligou para Fernando perguntando do filho.

Sandro Luiz ingressou na Polícia Civil em 2002 e desde 2005 trabalhava na Corregedoria Interna da instituição. Neto do cantor Luiz Gonzaga, ele preparava um documentário sobre a vida do avô, contou Rosa Gonzaga.

"Ele ficava mais na parte burocrática e queria se desligar para cuidar das coisas do avô", disse Rosa.

Prisões

O corpo de Sandro Luiz Gonzaga foi encontrado em trecho da rodovia Washington Luiz próximo ao parque gráfico do jornal "O Globo" na sexta-feira, e identificado por seus colegas da Corregedoria depois que seu carro foi encontrado na favela de Nova Holanda.

Alan de Barros Pereira, 24 anos, e Carlos Henrique Seixas de Vasconcelos, 19 anos, foram presos. Foram apreendidos um revólver calibre 38 e 200 gramas de cocaína com Pereira.

Eles indicaram o local onde o corpo do policial civil foi desovado, mas negaram a autoria dos disparos que o mataram. Apontaram outros três nomes que seriam os responsáveis pela morte do policial. Entre eles, o traficante Alessandro Francelino dos Santos, conhecido como Pitoco.

Pereira e Vasconcelos deverão responder por latrocínio no caso de Sandro Luiz e por tentativa de homicídio por uma interceptação de um policial reformado do 22º Batalhão da PM, cerca de três meses atrás.

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