Quase 20 milhões de pessoas migraram em 2007; mais da metade eram nordestinos

Fabiana Uchinaka
Do UOL Notícias
Em São Paulo

Quase 20 milhões de pessoas migraram entre as grandes regiões do Brasil em 2007, segundo a Síntese de Indicadores Sociais 2008, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira (24). Mais da metade dos migrantes eram nordestinos (53,5%), que foram, em sua maioria, morar no Sudeste (66,7%), seguidos por aqueles que nasceram no Sudeste (20%) e, também majoritariamente, foram morar no Centro-Oeste (36%), atraídos pelo crescimento da região.

  • Migrantes por região (%)

  • Arte UOL

Os dados da pesquisa mostram ainda que quase toda a população do Nordeste (97,2%) e do Sul (94%) é formada de pessoas que nasceram na região onde moram. Já o Centro-Oeste, que abriga regiões como o Distrito Federal e Goías, de povoamento regional tardio, tem apenas 69,7% de população nativa.

Os estrangeiros que decidiram morar no Brasil somaram 692 mil pessoas e se acumularam principalmente na região Sudeste (71,6%). E nota-se que os movimentos migratórios, de uma forma geral, mantiveram as mesmas tendências verificadas desde o início da década de 1990.

A densidade demográfica média da população brasileira em 2007 foi de 22,3 habitantes por quilômetro quadrado, divididos de forma bastante irregular pelo território.

O Sudeste, por ter a economia mais desenvolvida, abriga 42% da população total, o que lhe garante a maior densidade do país: 87,4 habitantes por quilômetro quadrado. Só a região metropolitana de São Paulo concentra 20 milhões de pessoas, o correspondente a 10,5% da população total, superando todas as outras unidades da federação.

  • Densidade demográfica (hab/km²)

  • Arte UOL



Já a região Norte, que possui quase metade (45,2%) da área total do país, tem apenas 8,1% da população e, portanto, 4 habitantes por quilômetro quadrado.

O Brasil está cada vez mais urbanizado. A taxa de pessoas morando em cidades foi de 83,5% da população total em 2007.

No Rio de Janeiro, a proporção sobe para 96,7%, porque a Estado não possui contingente significativo em atividades agropecuárias. E no Piauí, onde o trabalho rural predomina, a proporção cai para 62,1%.



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