Desmatamento identificado na Amazônia em agosto é mais que o dobro de julho, diz Inpe

Do UOL Notícias
Em São Paulo*

Dados levantados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que em agosto foram desmatados 756 km² da Amazônia brasileira, área equivalente a metade da cidade de São Paulo. O número é 134% do registrado em julho: 323,7 km².

Minc diz que lista de 100 desmatadores é só o começo

  • O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, deve divulgar hoje a lista dos 100 maiores desmatadores da floresta amazônica. Segundo ele, o ministério montou uma força-tarefa com a Advocacia-Geral da União e com o Ministério Público Federal "para levar todos estes 100 para o banco dos réus". Leia mais


Segundo o Inpe, no entanto, não é possível dizer com precisão que o ritmo de desmatamento mais que dobrou de um mês para o outro. Isso porque as áreas detectadas não são as mesmas todos os meses, já que a observação por satélite está sujeita à cobertura das nuvens, variável de um mês para outro. No mês de agosto, a visibilidade da região foi de 74%.

Mesmo maior que a de julho, a área de desmatamento de agosto é menor que a registrada nos meses de junho, maio e abril, este o pior mês de 2008, quando a Amazônia perdeu em 30 dias 1.124 km2, segundo informações do Inpe.

Pelo terceiro mês consecutivo, o Pará foi o Estado que mais perdeu floresta. Em agosto, o Inpe registrou 435,27 km² de desmatamento no estado, 57% do total. O Mato Grosso aparece em seguida, com 229,17 km², seguido por Rondônia, com 29,21 km². Os dados são captados pelo sistema Deter (Detecção de Desmatamento em Tempo Real).

Para ministro, desmatamento é maior em período eleitoral

  • "Nenhum prefeito quer ser antipático. Nenhum governador quer ser antipático.
    A turma do Ibama vai, mas tem que ter a polícia para dar cobertura, porque o pessoal está com o dedo no gatilho", declarou Minc. Leia mais


O Deter não discrimina o desmatamento legal e o irregular na região. O sistema leva em consideração as áreas que sofreram corte raso (desmatamento completo), que representam a maioria do desmate, 67,5%, e as que sofreram degradação leve, moderada e alta.

*com informações da Agência Brasil

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