Após quatro horas de buscas, policiais não encontram assaltantes de loja no Rio

Luiz Thiago Santos
Do UOL Notícias
No Rio de Janeiro

Atualizado às 21h17

A operação de busca aos assaltantes que levaram cerca de R$ 45 mil de uma loja de telefonia móvel que funciona em um prédio comercial na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro, terminou há pouco, sem êxito.

Apesar de vasculharem o prédio por quatro horas, os cerca de 40 homens das polícias Civil e Militar envolvidos na ação não encontram nenhum dos três criminosos. Apesar do fracasso, as investigações preliminares dão conta de que teria havido facilitação do roubo por parte de algum funcionário.

A suspeita é do comandante do 6º BPM (Tijuca) Ruy Louri, que chefiou a busca. Segundo ele, os criminosos tinham informações privilegiadas sobre o funcionamento da loja. "Eles agiram justamente no dia de pagamento e chegaram a chamar uma funcionária pelo nome. Além disso, foram direto ao local onde o dinheiro estava guardado", afirmou.

O policial não soube explicar como os bandidos escaparam. "Batemos de sala em sala, revistamos o prédio todo e também alguns carros que saíam da garagem. Agora só nos resta analisar as fitas do sistema de segurança", disse. Louri também criticou o fato de a empresa assaltada pagar os funcionários em dinheiro e na própria loja. "Isso é muito estranho, fora do contexto. Em nenhum lugar do mundo se faz pagamento desta maneira hoje em dia", disse.

O assalto ocorreu por volta das 14h30. Um homem armado trajando roupa social rendeu um funcionário de uma loja de telefonia móvel que funciona no quinto andar do prédio. Outros dois teriam ficado na escolta. Além dos R$ 40 mil em espécie, que fazia parte do pagamento dos empregados, os bandidos levaram cerca de R$ 5 mil em aparelhos.

Os outros condôminos do Premier Center, que fica na rua Hadock Lobo, uma das mais movimentadas do bairro, foram avisados pouco depois pelo porteiro e se trancaram nas salas. O analista de sistemas Mauro Igor Silva, 33, que trabalha no nono andar, teve sorte. Ele estava com o interfone quebrado, mas recebeu uma ligação de uma funcionária que estava chegando ao prédio e estranhou a presença de policiais.

"Ela me ligou e disse que o prédio estava sendo assaltado. Dez minutos depois, um policial bateu na porta, revistou a sala e foi embora", disse Mauro Igor, ao sair do prédio. "Fiquei um pouco assustado, mas o que mais me incomodou foi ficar trancado sem saber o que estava acontecendo".

Uma loja de departamentos que funciona no térreo do prédio fechou as portas pouco depois que a notícia se espalhou. Na saída do edifício, muitos curiosos se aglomeravam para saber o que estava acontecendo. O trânsito ficou complicado nas imediações.

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