Bancários fazem paralisação de 24 horas em todo o país

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

Bancários de todo o país fazem paralisação de 24 horas nesta terça-feira (30). Segundo nota da Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), entidade ligada à CUT, sindicatos de 18 Estados decidiram pela paralisação em assembléias realizadas na última segunda-feira. Eles rechaçam proposta de reajuste salarial de 7,5% apresentada pela Fenaban e pedem a retomada das negociações. No Distrito Federal, os bancários paralisaram suas atividades por tempo indeterminado.

Segundo o presidente da Contraf e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, Vagner Freitas, a Fenaban (braço sindical da Febraban) terá até o próximo dia 7 para encaminhar uma nova proposta à categoria. Caso não seja aceita ou não seja enviada, os bancários podem parar as atividades por tempo indeterminado, se a assembléia do comando aprovar indicativo de greve amanhã (1º). No total, há 148 sindicatos envolvidos na atual campanha salarial e o nível de adesão ao movimento desta terça-feira foi avaliado como alto por todos eles, segundo Freitas.

"Nenhuma assembléia no Brasil inteiro aceitou a proposta, ela foi rechaçada de pronto", conta o sindicalista. Além do reajuste de 7,5%, os bancos ofereceram à categoria pisos salariais e verbas trabalhistas como vale-refeição, alimentação e auxílio-creche. A oferta foi considerada insuficiente porque o reajuste serviria apenas para repor a inflação acumulada entre setembro de 2007 e agosto deste ano, de 7,15%, o que representaria um aumento real insignificante de 0,35%.

Os funcionários querem reajuste real de 5%, vale alimentação e auxílio-creche de R$ 415, vale-refeição de R$ 17,50 por dia, valorização dos pisos salariais e aumento e simplificação do pagamento de participação nos lucros .

"Acho que a Febraban tem muita condição de melhorar a proposta. Mas se apostarem no conflito, esperem para ver o tamanho da greve", disse Freitas, que também acusa os bancos de tentar barrar a ação dos sindicatos de forma truculenta e com o uso de instrumentos legais que impediriam o contato direto entre os bancários e os grupos que os representam.

São Paulo e Brasília

Em São Paulo, a paralisação atingiu 220 locais de trabalho, entre prédios administrativos e agências bancárias, segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região. Estima-se que cerca de 10 mil funcionários de bancos tenham cruzado os braços.

No Distrito Federal, todas as agências tiveram os serviços paralisados e apenas o auto-atendimento funciona normalmente.

Os sindicatos da cidade do Rio de Janeiro, Maranhão (MA), São Leopoldo (RS), Santa Maria e região (RS) e Bauru (SP) também votaram pela greve por tempo indeterminado, mas novas assembléias seriam realizadas ainda hoje para decidir se as paralisações terão continuidade.

Com informações da Agência Brasil e da Folha Online.

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