Paralisação dos bancários atinge 22 capitais; agências funcionam normalmente na quarta-feira

Do UOL Notícias
Em São Paulo

Bancários de 22 capitais do país paralisaram suas atividades por 24 horas nesta terça-feira (30), segundo informação da Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), ligada à CUT. Apenas Boa Vista (RR) e Aracaju (SE) não pararam; a capital de Roraima optou por outras formas de mobilização e a cidade sergipana terá seus bancos fechados no próximo dia 2.
  • Moacyr Lopes Junior/Folha Imagem

    Faixas são vistas em frente a agência no centro de São Paulo


Na quarta-feira, todas as agências do Brasil funcionarão normalmente - exceto na cidade do Rio de Janeiro, em Brasília, Maranhão, Bauru (SP), São Leopoldo e Santa Maria (RS), que decidem se mantém greve por tempo indeterminado ainda esta noite. O Comando Nacional dos Bancários irá avaliar o movimento em reunião amanhã (1º) às 14h, em São Paulo.

Os sindicatos de Manaus (AM), Goiânia (GO) e Natal (RN) não são filiados à confederação, que não soube informar se as localidades também tiveram paralisações. No entanto, os funcionários de 98% das agências do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal em Natal também cruzaram os braços, segundo o site do jornal "Tribuna do Norte".

A Contraf não tem informações sobre o número exato de agências paralisadas, mas avalia que a adesão foi "boa" em todos os sindicatos. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) também não possui levantamento de quantas agências ficaram paradas, entre as mais de 18 mil que existem no país.

Além das 22 capitais, outros 126 sindicatos regionais atrelados à Contraf também aderiram à greve. A entidade representa 90% dos trabalhadores da categoria em todo o Brasil.

Os bancários rechaçam proposta de reajuste salarial de 7,5% apresentada pela Fenaban (braço sindical da Febraban) e pedem a retomada das negociações. A oferta foi considerada insuficiente porque o reajuste serviria apenas para repor a inflação acumulada entre setembro de 2007 e agosto deste ano, de 7,15%, o que representaria um aumento real de apenas 0,35%.

Segundo o presidente da Contraf e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, Vagner Freitas, a Fenaban terá até o próximo dia 7 para encaminhar uma nova proposta à categoria. Caso não seja aceita ou não seja enviada, os bancários podem parar as atividades por tempo indeterminado, se a assembléia do comando aprovar indicativo de greve amanhã. "Nenhuma assembléia no Brasil inteiro aceitou a proposta, ela foi rechaçada de pronto", conta o sindicalista.

Entre as reivindicações dos bancários estão um aumento real de 5% nos salários, valorização dos pisos salariais, aumento do valor e simplificação da distribuição da participação nos lucros, vale-refeição de R$ 17,50, cesta-alimentação de R$ 415 e mais contratações.

"Acho que a Febraban tem muita condição de melhorar a proposta. Mas se apostarem no conflito, esperem para ver o tamanho da greve", disse Freitas, que também acusa os bancos de tentar barrar a ação dos sindicatos de forma truculenta e com o uso de instrumentos legais que impediriam o contato direto entre os bancários e os grupos que os representam.

A assessoria de imprensa da Febraban informou que espera uma proposta Contraf para negociar um acordo. Em casos de greve nas agências, a entidade orienta os usuários do sistema bancário a realizarem seus pagamentos por meios alternativos, como os eletrônicos.

Balanços locais

Em São Paulo, a paralisação atingiu 220 locais de trabalho, entre prédios administrativos e agências bancárias, segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região. Estima-se que cerca de 10 mil funcionários de bancos tenham cruzado os braços.

No Distrito Federal, todas as agências tiveram os serviços paralisados e apenas o auto-atendimento funcionou normalmente.

Em Curitiba, pelo menos 140 agências não abriram as portas, segundo informação da Contraf.

Com informações da Agência Brasil

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