Bancários do Rio de Janeiro suspendem greve; paralisação continua em Brasília e em Salvador

Do UOL Notícias
Em São Paulo

  • Ueslei Marcelino/Folha Imagem

    Bancários de Brasília decidiram continuar em greve por tempo indeterminado


Atualizado às 15h30

Os bancários do Rio de Janeiro (RJ) decidiram suspender a greve até a próxima terça-feira (7), quando serão realizadas assembléias nos sindicatos de bancários em todo o Brasil.

A decisão, orientada pelo Comando Nacional dos Bancários, foi tomada para evitar o enfraquecimento da mobilização, já que sindicatos de cidades importantes, como São Paulo, optaram por sair da greve, e também para não prejudicar uma grande parcela da população que recebe pagamento nos primeiros dias do mês, informou Jô Portilho, diretora do sindicato dos bancários do Rio de Janeiro.

Em assembléia realizada na última quarta-feira (1º), os bancários da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil dos 10 municípios da Baixada Fluminense decidiram entrar em greve por tempo indeterminado. Nesta quinta-feira, 100% das agências da Caixa e 70% das do Banco do Brasil permaneceram fechadas na Baixada.

Os bancários de Brasília (DF) e Salvador (BA) contiuam em greve por tempo indeterminado, segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

A Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas) informou que a greve também continua no Rio Grande do Norte, no Maranhão e na cidade de Bauru, no interior de São Paulo.

As decisões foram tomadas em assembléias realizadas na última quarta-feira (1º), quando os trabalhadores da categoria em 22 capitais fizeram uma paralisação de 24 horas.

Segundo a Contraf, a maioria das capitais retomou as atividades hoje. Em Porto Alegre (RS), a paralisação continua somente entre os funcionários da Caixa Econômica Federal.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores de Empresas de Crédito (Contec), que representa Goiânia, Manaus e Palmas, informou que essas capitais não estão paralisadas, mas possuem manifestações e assembléias deliberativas nas agendas.

Os bancários pedem a retomada das negociações salariais com a Fenaban (entidade patronal), que apresentou proposta de reajuste salarial de 7,5%. A oferta foi considerada insuficiente porque o reajuste serviria apenas para repor a inflação acumulada entre setembro de 2007 e agosto deste ano, de 7,15%, o que representaria um aumento real de apenas 0,35%.

Na agenda da Contraf, está prevista uma assembléia para o próximo dia 7 na qual serão avaliadas as propostas da Fenaban à categoria. Caso a entidade não faça uma nova proposta ou não ofereça um reajuste satisfatório, os bancários podem entrar em greve por tempo indetermindo.

As reivindicações incluem um aumento real de 5% nos salários, valorização dos pisos salariais, aumento do valor e simplificação da distribuição da participação nos lucros, vale-refeição de R$ 17,50, cesta-alimentação de R$ 415, contratação de funcionários - sobretudo caixas -, diminuição das tarifas bancárias e ampliação da licença materinidade e paternidade.

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