Finalistas do projeto F-X2 devem receber pedido de propostas até o fim de outubro

Da Redação
do UOL Notícias
Em Brasília

Atualizada às 17h50

O Comando da Aeronáutica deve enviar os pedidos de propostas para as empresas pré-selecionadas do projeto F-X2, para a compra de aviões caça para a Força Aérea Brasileira, até o final deste mês. A definição dos finalistas - um projeto francês, um norte-americano e um sueco - ocorreu na quarta-feira. O pedido será encaminhado depois de reuniões a serem realizadas com os representantes das três empresas finalistas.

  • Boeing/Divulgação

    F-18E/F Super Hornet / Boeing
    Peso máximo: quase 30 toneladas
    altura: 4,88 m; envergadura: 13,62 m

  • © Dassault Aviation - V.Almansa

    Rafale / Dassault
    Peso máximo: 21,5 toneladas
    altura: 5,34 m; envergadura: 10,80 m

  • Stefan Kalm/Copyright Gripen International

    Gripen NG / Saab
    Peso máximo: 14 toneladas
    altura: 4,5 m; envergadura: 8,4 m

Disputam o fornecimento dos caças para a FAB a norte-americana Boeing, com o modelo F-18E/F Super Hornet, a francesa Dassault, com o caça Rafale, e a sueca Saab, com o Gripen NG.

Após receberem o pedido do governo brasileiro, as empresas terão em torno de 90 dias para enviarem suas propostas. Mas este prazo é variável e a definição do vencedor da concorrência deve ficar para o final do ano que vem, como previsto por uma das envolvidas na disputa, a Boeing.

A empresa divulgou nota sobre sua pré-seleção. No texto, o vice-presidente dos programas F-18, Bob Gower, diz que o Super Hornet "está apto a atender aos requerimentos operacionais da Força Aérea Brasileira". Ele destaca ainda a "avançada postura do governo dos EUA em relação à transferência de tecnologia".

A sueca Saab também divulgou nota sobre a pré-seleção, lembrando que conta com o apoio do governo da Suécia para participar da concorrência. "Estamos prontos para enviar uma proposta muito atrativa", diz o vice-presidente executivo da empresa, Lennart Sindahl. O texto também destaca a disponibilidade para cooperar com a indústria brasileira, transferindo conhecimento e tecnologias.

A transferência de tecnologia é um dos requisitos analisados pela comissão gerencial do projeto F-X2, assim como a compensação comercial, que consiste em incluir no acordo de compra benefícios tecnológicos para a indústria nacional e para a comunidade científica e de pesquisa e desenvolvimento.

Na primeira etapa do processo de seleção, a comissão gerencial, instituída em maio deste ano, enviou pedido de informações a seis empresas. Ficaram de fora o norte-americano Lockheed Martin F-16 Adv, o Sukhoi SU-35, da russa Rosoboronexport, e o Typhoon, do consórcio europeu Eurofighter.

Medo dos EUA tira russo

Pressões sutis vindas de Washington, segundo a Folha de S.Paulo, pesaram na decisão. Modelo francês é o favorito entre os três

A comissão diz que os dados "foram avaliados de forma sistêmica" e ressalta que "não há nenhuma vantagem" entre as empresas que participam da concorrência. Nem mesmo para a Dassault, fabricante dos caças Mirage de que o Brasil dispõe atualmente, e que tem a brasileira Embraer como uma das 'sociedades não-consolidadas' em sua estrutura.

Reportagem da Folha de S.Paulo (ao lado, a íntegra, para assinantes) desta quinta-feira diz que os russos foram eliminados devido ao receio do governo brasileiro em relação à reação norte-americana, uma vez que a presença militar russa aumentou na América do Sul, com o estreitamento das relações entre Moscou e Caracas.

No final da tarde, o Ministério da Defesa divulgou nota reafirmando que "a decisão tomada pelo Alto-Comando da Aeronáutica foi fundamentada em critérios técnicos exaustivamente analisados e elaborados pela Comissão Gerencial do Projeto F-X2, tendo por base a transferência de tecnologia".

As 36 aeronaves compõem apenas um primeiro lote, que deve ser entregue a partir de 2014, para substituir os atuais Mirage 2000, F-5M e A-1M. O cronograma da nova tentativa de renovação da frota de aeronaves, contudo, vem se arrastando há anos.

Os requisitos operacionais do projeto F-X foram definidos ainda em 1992. No final da década de 90, os planos foram adiados por conta da crise asiática. Nos anos 2000, o programa foi suspenso e retomado algumas vezes, com expectativa de definição da empresa vencedora em 2002 e depois, em 2004. A nova aposta é 2009.

Para atender a 'necessidades imediatas' o governo providenciou a compra, em 2006, de 12 caças Mirage 2000 usados. Os dois últimos foram no final agosto, na Base Aérea de Anápolis (GO).

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