Em greve por tempo indeterminado, bancários param 3.000 agências no país; em SP adesão é de 21%

Do UOL Notícias
Em São Paulo

Atualizado às 20h38

A greve por tempo indeterminado decretada pelos bancários na noite desta terça-feira paralisou 3.000 agências nas capitais e grandes cidades do país nesta quarta-feira. O balanço foi divulgado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf - CUT), sindicato que reúne mais de 90% da categoria. A Contraf calcula que cerca de 300 mil trabalhadores de bancos públicos e privados do país aderiram à greve. São mais de 434 mil bancários no Brasil.
  • Sergio Alberti/Folha Imagem

    Sindicato dos bancários decide entrar em greve durante assembléia em São Paulo (SP)


Na Grande São Paulo, a greve atingiu cerca de 21% da categoria, segundo um balanço divulgado no final da tarde desta quarta-feira (8) pelo sindicato de São Paulo, Osasco e região. Dos 120 mil funcionários, 26 mil estariam parados em 670 locais de trabalho, entre agências e prédios administrativos. Segundo o sindicato, a mobilização foi mais concentrada na zona leste, na região da avenida Paulista e na cidade de Osasco.

Assembléias realizadas na noite desta quarta em todo o país decidiram manter a paralisação neste dia 9, ainda segundo a Contraf, já que a Fenaban (braço sindical da Federação Nacional dos Bancos, entidade patronal) não ofereceu uma nova proposta de reajuste salarial.

Estão em greve os bancários dos Estados do Acre, Rondônia, Ceará, Alagoas, Piauí, Mato Grosso, Espírito Santo, Paraíba, sul do Rio de Janeiro, além das capitais São Paulo (SP), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS), exceto Banco do Brasil e Banrisul. Seguem em greve: Pernambuco, Pará, Amapá, Maranhão, Rio Grande do Norte, Sergipe, Brasília (DF) e Salvador (BA).

Segundo a Contraf, os únicos sindicatos que rejeitaram a greve foram os de São Carlos (SP), Blumenau (SC) e Videira (SC).

Os bancários decidiram pela paralisação pois não concordaram com a proposta da Fenaban, que ofereceu reajuste salarial de 7,5%.

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A oferta já tinha sido considerada insuficiente nas assembléias do último dia 29 porque o reajuste serviria apenas para repor a inflação acumulada entre setembro de 2007 e agosto deste ano, de 7,15%, o que representaria um aumento real de apenas 0,35%. Como a entidade patronal não enviou uma nova proposta à categoria até esta terça-feira, a greve foi decretada, agora por tempo indeterminado.

As reivindicações incluem um aumento real de 5% nos salários, valorização dos pisos salariais, aumento do valor e simplificação da distribuição da participação nos lucros, vale-refeição de R$ 17,50, cesta-alimentação de R$ 415, contratação de funcionários - sobretudo caixas -, diminuição das tarifas bancárias e ampliação da licença maternidade e paternidade.

A primeira paralisação dos bancários, de 24 horas, aconteceu no último dia 30, após a proposta da entidade patronal. A partir de hoje, os bancários se reunirão em assembléia todas os dias para discutir a continuidade da greve.

Outro lado
A assessoria de imprensa da Febraban afirmou que não divulga balanços de paralisação. Em nota, a entidade diz que "confia que chegará brevemente a um acordo com os sindicatos de bancários sobre a convenção coletiva de trabalho da categoria".

A entidade acrescenta que "os consumidores que tiverem dificuldades em pagar contas por causa de piquetes e paralisações promovidos por sindicalistas têm à disposição todas as demais agências e os canais de atendimento remoto", ou seja, os postos de atendimento, as centrais telefônicas dos bancos, e a rede composta pelos "não bancários", como casas lotéricas, agências dos correios, redes de supermercados e outros estabelecimentos comerciais.

A Fenaban lembra que os caixas eletrônicos, o "internet banking" e as operações por meio de celular continuam funcionando normalmente, além da transferência de recursos via Documento de Ordem de Crédito (DOC) ou Transferência Eletrônica Disponível (TED).

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