Minas Gerais é atingida por grave seca no norte e por fortes chuvas no sul

Guilherme Balza
Do UOL Notícias
Em São Paulo

A Defesa Civil de Minas Gerais mantém 112 municípios do Estado em situação de emergência por dois motivos distintos: nas cidades do norte, Vale do Jequitinhonha e Mucuri, em razão da seca que dura mais de sete meses; no sul, Triângulo, Zona da Mata e Região Metropolitana de Belo Horizonte, em virtude das fortes chuvas de setembro.

Em vários municípios da zona rural do norte de Minas, região mais pobre do estado, não chove desde meados de fevereiro. Em decorrência da estiagem prolongada, 92 municípios da região estão em situação em emergência, condição que permite ao governo estadual realizar gastos em obras emergenciais sem a necessidade de licitação. O índice de umidade relativa do ar chegou a 8% nesta semana em algumas cidades.

"Todo ano tem um período de seca no norte de Minas, mas desta vez a situação se agravou porque choveu pouco durante o verão, o que deixou os rios com pouco volume de água", explica o capitão Edylan Arruda, da Defesa Civil de Minas.

De acordo com Arruda, os municípios afetados estão recebendo, do Estado e da União, cestas básicas, caminhões-pipas e cisternas para minimizar o impacto da estiagem, que atinge principalmente a agricultura e a pecuária.

Chuvas no sul
Já na região sul, Triângulo Mineiro (sudoeste), Zona da Mata (sudeste) e Grande BH, as fortes chuvas de setembro obrigaram a Defesa Civil a decretar situação de emergência em 20 municípios, entre eles Contagem, Carandaí, Santos Dumont e Perdões. Outras 13 cidades comunicaram a ocorrência de problemas decorrentes das chuvas.

"O que mais prejudicou os municípios foram as fortes chuvas de granizo, que destruíram plantações, telhados e prejudicaram a atividade pecuária", afirma Arruda.

Ao todo 45.015 pessoas foram afetadas pelas chuvas. Quase dois mil estão desabrigados e mais de sete mil desalojados. Em Betim, na Grande BH, duas pessoas morreram arrastadas pelas águas de uma galeria pluvial que transbordou. Outras 199 se feriram durante as tempestades. Aproximadamente 11 mil casas foram danificadas e 57 ficaram destruídas.

De acordo com o prognóstico climático do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec) e do Instituto Nacional de Meteorologia (Inpe), nos próximos três meses deve chover de 25% a 40% a mais em todo estado de Minas Gerais do que a média histórica do período.

"A situação deve ficar ainda pior no sul. No norte, os municípios podem continuar em situação de emergência não mais por causa da estiagem, mas em razão das chuvas. Isso é possível e até normal", projeta Arruda.

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