PM acusado de matar jovem no Rio é absolvido por unanimidade

Juliana Castro
Do UOL Notícias
No Rio de Janeiro

Um júri formado por cinco mulheres e dois homens absolveu por unanimidade, na madrugada desta quarta-feira, o policial militar Marcos Parreira do Carmo da acusação de ter matado Daniel Duque Pittman, 18 anos, no dia 28 de junho, na saída da boate Baronetti, em Ipanema, no Rio de Janeiro.

Assista à reportagem do Band News



    A mãe e o padrasto do jovem não quiseram ouvir a sentença e ficaram do lado de fora do 3ª Tribunal do Júri do Rio. Depois de 27 minutos reunidos na sala secreta, o júri acolheu a tese da defesa que alegou acidentalidade e legítima defesa do policial. No momento em que a sentença foi anunciada, parentes e amigos de Pittman começaram a chorar.

    O advogado de defesa do PM, Nélio Andrade, explicou a tese de acidentalidade. "O que matou esse garoto foi a própria inconseqüência, o álcool e as companhias".

    Após a leitura da sentença, pelo juiz Sidney Rosa da Silva, a mãe do jovem, Daniela Duque, reclamou da postura do promotor do Ministério Público, Marcelo Monteiro. "Depois de toda a investigação, da maneira como caso foi conduzido e do zunzunzum que a gente vinha ouvindo, já esperávamos [a absolvição do PM]. O policial nem precisava de um advogado, porque ele tinha um promotor pra defendê-lo", disse Daniela informando que vai recorrer da sentença.

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    O policial absolvido fazia a segurança de Pedro Velasco, filho da promotora de Justiça Márcia Velasco, na boate onde o jovem foi morto, o que aumentou a revolta de Daniela. "Se fosse o filho da promotora que tivesse morrido e não o meu queria ver se ele estava solto", desabafou. O advogado de defesa negou ter havido qualquer favorecimento durante o julgamento.

    Como ocorreu o crime
    Na madrugada do dia 28 de junho, Duque se envolveu em uma confusão no interior da boate, segundo a polícia. A briga continuou na rua e o jovem acabou sendo baleado. Imagens do circuito interno de TV da boate identificaram o PM Marcos Parreira do Carmo como sendo o autor do disparo.

    Duque foi atingido no tórax e morreu. O PM foi acusado pelo Ministério Público por homicídio com dolo eventual (quando o autor do delito assume o risco de morte ou lesão à vítima).

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