Greve dos bancários paralisa 3.570 agências pelo país, diz sindicato

Do UOL Notícias
Em São Paulo

Os bancários continuam em greve em diversas regiões do país nessa quinta-feira, segundo dia da mobilização. A Contraf (Confederação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, ligada à CUT), que representa 90% da categoria, afirma que 3.570 agências bancárias em todas as capitais e grandes cidades do país permaneceram fechadas hoje. Na quarta eram cerca de 3.000.
  • Danilo Verpa/Folha Imagem

    No segundo dia de greve dos bancários, agência no centro de
    São Paulo segue fechada

O sindicato de São Paulo, Osasco e região divulgou um novo balanço no final da tarde e aponta adesão de 35.150 bancários, além de 744 agências bancárias e 11 centros administrativos. Apenas na Grande São Paulo são cerca de 120 mil trabalhadores; no país a categoria reúne mais de 400 mil pessoas. No primeiro balanço de hoje, o sindicato apontara que apenas 19 mil bancários seguiam parados.

Um ato está programado para esta sexta-feira no centro da capital paulista. A greve continua amanhã no país já que um novo reajuste salarial ainda não foi oferecido.

Os trabalhadores entraram em greve na quarta-feira (8), com a paralisação de 3.000 agências nas capitais e grandes cidades do país. Eles argumentam que o reajuste oferecido pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos), de 7,5%, quase que apenas repõe a a inflação acumulada entre setembro de 2007 e agosto deste ano, de 7,15%, representando um aumento real de apenas 0,35%.

A Febraban não dá sinais de que vai abrir a negociação. Em entrevista à Folha de São Paulo, Magnus Apostólico, coordenador das relações trabalhistas da entidade, afirmou que "a greve é inadequada" e que "ocorre em um momento errado, em que as preocupações são outras [crise financeira internacional]". Ele afirma ainda que "os bancários têm de dizer o que querem, já que o reajuste de 7,5% não serve". Os bancários reivindicam um aumento real de 5%,

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considerado inviável pelo setor patronal.

A proposta da Febraban foi feita no dia 24 de setembro, antes mesmo da paralisação de 24h da categoria, no último dia 30, e depois não houve mais diálogo.

Quadro geral
Aderiram à greve os bancários dos Estados do Acre, Rondônia, Ceará, Alagoas, Piauí, Mato Grosso, Espírito Santo, Paraíba, sul do Rio de Janeiro, além das capitais São Paulo (SP), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS)(nesta última, exceto Banco do Brasil e Banrisul). Seguem em greve desde a semana passada: Pernambuco, Pará, Amapá, Maranhão, Rio Grande do Norte, Sergipe, Brasília (DF) e Salvador (BA).

Segundo a Contraf, os únicos sindicatos que rejeitaram a greve, em assembléia realizada na noite da terça-feira, foram os de São Carlos (SP), Blumenau (SC) e Videira (SC).

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