Greve dos bancários atinge 4.300 agências em todo o país, diz sindicato

Do UOL Notícias
Em São Paulo

Atualizado às 18h35

Cresceu em todo o país nesta sexta-feira (10) a greve nacional dos bancários deflagrada na última quarta-feira (8). Segundo a Contraf (Confederação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, ligada à CUT), mais de 4.300 agências de todos os bancos estão paradas nos 27 Estados brasileiros.

Manifestação na Paulista marca retomada da greve da Polícia Civil

Policiais civis em greve fizeram na tarde desta sexta-feira um protesto na avenida Paulista para marcar a retomada da greve da categoria. A liderança do movimento havia suspendido a paralisação durante dois dias para negociar com o governo. As conversações, porém, fracassaram


Os bancários rejeitaram na semana passada proposta de reajuste de 7,5% apresentada pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), por considerá-la insuficiente e não condizente com a alta rentabilidade do setor. Pela proposta, a PLR (participação nos lucros e resultados) seria inferior à paga no ano passado.

As principais reivindicações dos bancários são: 5% de aumento real (a proposta da Fenaban é de 0,35%); valorização dos pisos salariais; aumento do valor e simplificação da distribuição da PLR (Participação nos Lucros e Resultados); vale-refeição de R$ 17,50; cesta-alimentação equivalente a um salário mínimo (R$ 415); fim das metas abusivas e do assédio moral; mais segurança nas agências; mais contratações.

Aderiram à greve os bancários dos Estados do Acre, Rondônia, Ceará, Alagoas, Piauí, Mato Grosso, Espírito Santo, Paraíba, sul do Rio de Janeiro, além das capitais São Paulo (SP), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS)(nesta última, exceto Banco do Brasil e Banrisul). Seguem em greve desde a semana passada: Pernambuco, Pará, Amapá, Maranhão, Rio Grande do Norte, Sergipe, Brasília (DF) e Salvador (BA).

Metalúrgicos: novas paralisações em SP

A mobilização dos metalúrgicos na Grande São Paulo por reajuste salarial chega ao terceiro dia. Segundo o sindicato, mais seis acordos foram fechados diretamente com as fábricas, assim como nos dois primeiros dias


Protestos
Na falta de negociações com os setores patronais, a programação da greve dos bancários para essa sexta-feira, terceiro dia de paralisações, incluiu atos e passeatas em várias cidades do país.

Em um ato que aconteceu às 16h, o sindicato de São Paulo reuniu mais de 800 pessoas no centro da cidade. Eles partiram da Bolsa de Valores, na rua 15 de Novembro, e seguiram até o cruzamento da rua Libero Badaró com a av. São João. Segundo o sindicato, nesta sexta houve adesão de 34.800 bancários de SP, cerca de 28% da categoria.

Manifestações em homenagem ao aniversário de 200 anos do Banco do Brasil (comemorado no domingo, dia 12 de outubro) estavam previstas para hoje em Brasília (DF), onde há mais de 14 mil funcionários parados ou 70% da categoria, além de Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ) e Niterói (RJ).

Os bancários estão em um impasse com a Fenaban, cuja última proposta salarial foi feita no dia 24 de setembro, antes mesmo da paralisação de 24h dos bancários, no último dia 30. As agendas dos grevistas não prevêem assembléias deliberativas antes de segunda-feira da semana que vem.

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