Sem sinais de negociação, bancários planejam atos e passeatas pelo país

Do UOL Notícias
Em São Paulo

Na falta de negociações com os setores patronais, a programação da greve dos bancários para essa sexta-feira, terceiro dia de paralisações, inclui atos e passeatas em várias cidades do país.

Os bancários estão em um impasse com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos, braço sindical da Federação Brasileira de Bancos), cuja última proposta salarial foi feita no dia 24 de setembro, antes mesmo da paralisação de 24h dos bancários, no último dia 30. Por esse motivo, as agendas dos grevistas não prevêem assembléias deliberativas antes de segunda-feira da semana que vem.

Policiais rompem negociação e retomam greve em SP

A reviravolta ocorreu depois de os diretores das entidades de classe da Polícia Civil terem sido informados pela Secretaria de Gestão Pública que o governo não tinha nova proposta de reajuste do salário-base, mantendo o índice já oferecido de 6,2%. Os policiais queriam 15%


Hoje estão previstas manifestações em homenagem ao aniversário de 200 anos do Banco do Brasil (comemorado no domingo, dia 12 de outubro). "Os funcionários estão excluídos das celebrações oficiais, então, vamos comemorar do nosso jeito", afirmou Marcel Barros, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil em São Paulo.

Em Brasília (DF), as "comemorações" (que incluem a partilha de um bolo, em alusão ao aniversário do banco) vão ter início às 14h, no setor bancário sul. Segundo o sindicato local, há mais de 14 mil funcionários parados no Distrito Federal, o que representa cerca de 70% da categoria.

Em Salvador (BA), os grevistas organizaram uma passeata, com saída da sede do sindicato ás 16h, em direção ao Banco do Brasil. Segundo o sindicato da Bahia, a greve conta com adesão de 600 a 700 pessoas na capital, e é mais forte no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal.

Manifestações em homenagem ao aniversário do Banco do Brasil também devem acontecer em Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ) e Niterói (RJ). Em São Paulo, o ato pode ser ofuscado por outro: uma manifestação, programada para às 15h, em frente à Bolsa de Valores, na Rua 15 de Novembro. Depois os bancários sairão em passeata pela região.

Panorama
Os trabalhadores entraram em greve na quarta-feira (8), com a paralisação de 3.000 agências nas capitais e grandes cidades do país. Eles argumentam que o reajuste oferecido pela Febraban, de 7,5%, quase que apenas repõe a a inflação acumulada entre setembro de 2007 e agosto deste ano, de 7,15%, representando um aumento real de apenas 0,35%.

Na quinta-feira, segundo a Contraf (Confederação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, ligada à CUT), que representa 90% da categoria, o movimento cresceu, com a paralisação de 3.570 agências bancárias em todas as capitais e grandes cidades do país.

Aderiram à greve os bancários dos Estados do Acre, Rondônia, Ceará, Alagoas, Piauí, Mato Grosso, Espírito Santo, Paraíba, sul do Rio de Janeiro, além das capitais São Paulo (SP), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS)(nesta última, exceto Banco do Brasil e Banrisul). Seguem em greve desde a semana passada: Pernambuco, Pará, Amapá, Maranhão, Rio Grande do Norte, Sergipe, Brasília (DF) e Salvador (BA).

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