Agência de viagens sentem redução de vendas em pacotes para o exterior

Da Agência Brasil
Em Brasília

As agências de viagens aguardam uma redução de 30% a 40% na venda de pacotes para o exterior no mês de outubro. A expectativa é do diretor para assuntos internacionais da Abav (Associação Brasileira de Agência de Viagens), Leonel Rossi Júnior, que culpa principalmente a instabilidade na cotação do dólar pelo desaquecimento das vendas.

"Se o dólar se estabilizasse, mesmo que em um patamar mais alto, de R$ 2,10 por exemplo, não haveria essa queda tão acentuada nas vendas. O problema é que as pessoas estão apreensivas. Não sabem o que vai acontecer, chegam a fazer reservas, mas não realizam o pagamento. Querem esperar e ver o que vai acontecer", explicou Rossi.

O setor de turismo é um dos mais sensíveis a crises financeiras. O segmento, de acordo com Rossi, tem percebido que o consumidor tem agido com cautela, mas que ainda não está pensando em não viajar para o exterior. "O consumidor só está esperando por um momento de mais estabilidade", disse.

A redução das vendas nos pacotes internacionais, segundo Rossi, só não tem sido mais impactante porque existe um percentual muito grande de viagens que são realizadas por motivo de trabalho. "São executivos que, independente da variação do dólar ou da crise financeira, vão continuar viajando", destacou.

Além disso, como a crise começou a afetar o Brasil mais nos meses de setembro e outubro, o impacto nas viagens de fim de ano, de acordo com a Abav, foi reduzido. Isso porque a metade do que se costuma vender em pacotes para o Natal e Ano Novo já havia sido vendida.

Rossi não acredita em um aquecimento muito grande do turismo receptivo, devido a desvalorização do real em relação ao dólar ocorrida neste mês. "É necessário termos consciência de que a crise está lá fora, principalmente. Mesmo o Brasil ficando mais barato para o turista estrangeiro, não sabemos se eles vão continuar viajando", ponderou.

De acordo com dados da Abav, no ano passado 5 milhões de turistas visitaram o Brasil. Antes da crise, o setor esperava um aumento de cerca 10% a 15%. Segundo Rossi, o aumento poderá ocorrer, mas não nesse patamar. "Não há muito o que fazer a não ser esperar para ver o que os governos dos Estados Unidos e dos países europeus estão fazendo", disse Rossi.

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