Medidas protecionistas devem ser evitadas durante a crise, diz diretor da FAO

Claudia Andrade
Do UOL Notícias
Em Brasília

Nesta quinta-feira, Dia Mundial da Alimentação, o diretor-geral da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) defendeu a manutenção da ajuda aos países em desenvolvimento e criticou as medidas protecionistas dos países ricos.

Segundo Jacques Diouf, diante da crise mundial, é preciso que os governos evitem medidas protecionistas no comércio. "Será muito ruim se isso acontecer e a vontade política mobilizada recentemente para apoiar a agricultura dos países em desenvolvimento também evaporar", ressaltou, em comunicado.

Fontes para combate a fome podem estar secando, alerta representante da ONU

No Dia Mundial da Alimentação, o representante da FAO no Brasil, José Tubino, alertou para a possibilidade de falta de recursos para investimentos no combate à fome. Segundo ele, é preciso repensar as prioridades para aplicação
de verbas

O diretor-geral da FAO explicou que o risco existe diante da "incerteza nos mercados internacionais e ameaça de uma recessão mundial". "Isso pode levar os países a estabelecer medidas protecionistas e rever seus compromissos com a ajuda internacional ao desenvolvimento", alertou.

O organismo das Nações Unidas também divulgou que a produção agrícola este ano deve aumentar 4,9% e chegar a 2,2 milhões de toneladas. Na América do Sul, o aumento deve ser de 3,8%, para 135,9 milhões de toneladas.

Apesar do crescimento, os problemas devem continuar, segundo a FAO, e 36 países ainda precisarão de ajuda externa como resultado das más colheitas, dos conflitos, da insegurança e do aumento do preço dos alimentos.

Brasil
Em Brasília, o representante da FAO no país falou sobre a situação brasileira. José Tubino destacou que a ONU apóia a idéia do governo nacional de utilizar áreas degradadas de pastagem para a produção agrícola e pecuária sustentável. "Esta ainda é uma área que precisa ser mais institucionalizada", afirmou.

"O Brasil, como país privilegiado pelo território, pelo clima, pela capacidade tecnológica que tem, tem que fazer esforços para incluir o aspecto da sustentabilidade e responsabilidade socioambiental dentro do sistema de produção. Não apenas na agricultura familiar, mas, sobretudo, dentro do agronegócio", completou.

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